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A��o necess�ria - Editorial

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Nesta semana a Vigilância Sanitária de Maceió apreendeu cerca de 800 quilos de alimentos deteriorados que estavam armazenados para serem colocados, como se fossem sadios, nas mesas dos consumidores de bares e restaurantes da Capital. Cabe aplaudir a ação da vigilância sanitária. Além de elogiar, cabe incentivar a esses profissionais da saúde pública a persistirem em sua missão, pois como se pode ver, a irresponsabilidade de umas poucas pessoas pode colocar em risco a saúde de muita gente. É incrível como a falta de escrúpulos de determinados indivíduos, pretensos empresários, pode fazer com que a ânsia pelo lucro faça com que comida estragada seja colocada no prato de quem se digna a sair de sua casa supondo buscar alimento de qualidade, mesmo com os salgados preços usualmente praticados. Certamente os proprietários que não estocaram alimentos estragados de forma deliberada, mas os produtos teriam ficado deteriorados por causas outras ? nesse caso, por que foi necessária a presença da fiscalização para que isso fosse descoberto? Seja por ação inescrupulosa ou por inação displicente, não se pode tolerar o risco de alimentos estragados estarem guardados como se tivessem condições de serem consumidos. Carne, peixe, aves, verduras, legumes e tudo mais só devem permanecer nas despensas e nos congeladores dos bares e restaurantes se estiverem em perfeitas condições. Cabe ao empresário a responsabilidade de não relaxar a vigilância sobre seus estoques ? deles depende a saúde do próximo. Estragou? Joga-se fora, para que a presença do alimento comprometido não contamine a parte sã do estoque, nem corra o risco de ser servida (mesmo que de forma involuntária). Muito bem, fiscais da Vigilância Sanitária de Maceió. Continuem nesse ritmo, vocês estão exercendo uma ação cidadã.

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