Opinião
Por aulas, pela Lei - Editorial
Aqui está mais uma polêmica que deveria ser desenvolvida sem causar mais prejuízos à cidadania: que seja travada toda a discussão sobre a forma legal de se preencher as vagas de professores, mas que nesse interregno as salas de aula não fiquem acéfalas. Ao fim e ao cabo, todos têm razão. Acerta o Ministério Público ao zelar, com rigidez, pela manutenção do concurso público como a única porta de acesso a quaisquer postos permanentes no serviço público e acerta o governo do Estado ao tentar, da forma mais expedita, preencher espaços vazios de professores nas salas de aula. Chegaremos a um denominador comum, sem dúvida, garantindo professores para os alunos e assegurando, ao mesmo tempo, o cumprimento da Lei. Tem toda razão o MP quando aguça sua vigilância em função do tempo eleitoral. Não restam dúvidas que esta é a época propícia para se fazer uso de expedientes distanciados da ética e da legalidade com o fito de se cabalar votos. Assim, devem ser vigiados, fiscalizados, todo e qualquer movimento ao longo do qual sejam preenchidos postos de trabalho na máquina pública. Ao mesmo tempo, a população não pode ser punida com a deficiência de serviços por falta de pessoal quando existem condições de postos ociosos serem legalmente ocupados, pondo assim para funcionar escolas, hospitais, delegacias etc. Observados os rigores da Lei, eliminadas as dúvidas geradas pela pressa em se resolver o problema, as coisas tendem a entrar em ordem. Que isso seja alcançado logo, pois - em tudo isso - quem não deve ser mais prejudicado é o aluno. Esse não pode mais perder oportunidades, não pode mais ficar para trás em relação a seu direito cidadão a um bem indispensável na sociedade moderna: a educação. Em época de Copa, resta-nos torcer para que o MP e o governo encontrem logo a solução legal para essa questão.