loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Medicina e comunidade

Ouvir
Compartilhar

| JOSÉ MEDEIROS * Recentemente, tivemos oportunidade de conhecer a bem estruturada e funcional obra arquitetônica onde funciona, desde então, a nova sede do Conselho Regional de Medicina-Cremal. Se foi emocionante apreciar a beleza da obra, mais ainda foi compreender o espírito presente em sua edificação: aproximar ainda mais a medicina da comunidade. Seu espaçoso hall servirá para exposições de artes plásticas, literatura e outras manifestações artístico-culturais; seus auditórios abrigarão simpósios, seminários e congressos. A necessidade e o desejo de ter um local de trabalho do Cremal - mais ajustado as suas crescentes necessidades - vêm de gestões anteriores, agora, consolidados na atual administração do dr. Emanuel Fortes Cavalcante. Relembrando as palavras do presidente do Conselho Federal de Medicina dr. Edson de Oliveira Andrade, um dos principais colaboradores dessa obra, esse é um espaço da sociedade alagoana onde os profissionais e o público devem se encontrar para fazer valer o objetivo maior da medicina, que é o bem-estar físico e mental das comunidades. Como bem assinalou esse presidente: não existe conselho sem médicos e médicos sem uma organização forte, e o novo prédio, de certa forma, mostra a força da classe médica alagoana. O Cremal tem cerca de 5000 filiados. A classe médica tem sabido reagir diante das novas demandas da sociedade e isso implica numa preocupação constante em construir uma assistência médica tão humanitária, quanto tecnicista. Esse é um ideal perseguido. Reconhece-se que o médico jamais se gradua; os avanços na medicina são tão acelerados que exigem do profissional uma educação continuada e atualização permanente. E o Conselho, articulado com instituições governamentais e da categoria médica, não se descuida desse valioso ponto. A humanização da medicina e um melhor e mais efetivo relacionamento entre médico e paciente são constantes preocupações das entidades médicas. ?A arte de curar? é profissão que exige sensibilidade por parte dos que a praticam, pois lidam com extremos cruciais da vida humana: nascimento e morte, doença e cura, tristezas, depressões e alegrias. Um relacionamento impessoal distancia o médico dos seres humanos com quem convive. Sorrisos e palavras de conforto valem por bons remédios. As escolas médicas já começaram a inserir em seus currículos disciplinas sobre humanização. (*) É médico.

Relacionadas