Opinião
Guerra nas estradas - Editorial
Terrível realidade onde nem escolta policial consegue intimidar os assaltantes. Os bandidos, bem armados e bastante ousados, não se furtaram a trocar tiros com os policiais, e mesmo com uma baixa fatal, lograram sucesso em pilhar dois ônibus de um comboio de nove coletivos que se supunha em segurança pelo deslocamento em grupo e pela guarda oficial. O acinte dos bandidos mostra a quantas anda a disposição de confronto dos meliantes. Nas estradas alagoanas, o crime organizado mostra quem é o dono da pista. E não é de hoje ? pelo contrário, são recorrentes as notícias sobre assaltos a ônibus nas rodovias que cortam Alagoas. Caem na malha fina dos bandidos do asfalto ônibus de turismo, de sacoleiros, ?de linha?. Se os assaltantes cismarem com um veículo, achando que ali viajam passageiros com algum recurso, parece não existir força capaz de os deter. As quadrilhas atacam sem receio e nesse último episódio (até a hora em que este editorial era escrito, pelo menos), os bandidos deram uma demonstração irrefutável de que estão preparados para a guerra, para matar e para morrer. Isso é muito sério e merece uma atenção redobrada das autoridades. Se essas quadrilhas de salateadores de estradas não se acautelam nem com a presença de ostensivas escoltas armadas, vão recuar diante de quê? Mais que nunca deve ser enfrentado à altura o grave problema causado pelos bandos que atacam nas rodovias. Deve-se intensificar a parceria entre as empresas rodoviárias e as polícias (militar, civil e rodoviária federal) para uma cobertura mais eficiente das estradas alagoanas. Os modernos sistemas de comunicação precisam ser mais usados nessas operações, os horários devem ser reestruturados e mais equipes policiais precisam ser treinadas e mobilizadas. A sociedade precisa reagir, pois o inimigo demonstra petulância e poder de fogo.