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Opinião

Minha gente!

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| ANDRÉ W. CARNEIRO* Minha filha Anita (5 anos) quando quer pedir a atenção das pessoas que estão a sua volta diz: Minha gente! Deixa eu falar! Pois bem, agora sou eu quem lhes pede atenção. Participei, representando o Poder Público Municipal Executivo, da 2ª Conferência Nacional das Cidades, que, sob a coordenação do Ministério das Cidades, teve como objetivo a formulação e debate de propostas para a resolução dos problemas urbanos. Entre as propostas apresentadas pela delegação alagoana, destaco a moção de ?Unificação das Bases de Dados?, que solicita ao governo federal a elaboração, de forma democrática e transparente, do Planejamento Estratégico da Informação Brasileira. Para melhor compreendermos a importância da moção, a importância do planejamento macro, examinemos esse exemplo: os 26 governos estaduais necessitam adquirir e/ou desenvolver softwares e vêm tentando isoladamente. A necessidade é a mesma! Sendo também a mesma, a necessidade dos 5.560 Municípios, mas cada um está nessa peleja sozinho ? é re-trabalho, é desperdício do erário! A conseqüência dessa prática é a miscelânea de cadastros, é o descontrole. Ao mesmo tempo em que um bandido tem acesso a informações teoricamente confidenciais, a sociedade não consegue ter, por exemplo, acesso a registros que identifiquem o dinheiro usurpado. Mas o que me preocupa mesmo é o poder que a informação possui. Não podemos permitir que sua utilização seja movida por interesses pessoais, mesquinhos, em benefício de um pequeno grupo, ao contrário, ela deve ser utilizada para o bem coletivo, com sabedoria, objetivando amenizar distorções e evitar injustiças. Falo da informação que de alguma forma já registramos e vamos registrar, da história já escrita e a escrever, falo da informação referente a quem somos, onde e como vivemos, falo dos mapas, das pessoas, das empresas, da movimentação financeira, ou seja, falo da informação na qual somos os principais agentes criadores e modificadores e é exatamente essa condição de ator principal que legitima o nosso direito de participar da elaboração desse modelo. Minha gente! A informação é uma ferramenta que pode nos auxiliar na criação de uma sociedade mais justa ? não esquecer: o amor é a chave mestra. Vivamos não apenas a ?era da informação?, mas também, a ?era da construção coletiva?. A semente já foi plantada, que venha a germinar. Pela realização da 1ª Conferência Nacional da Informação. (*) É analista de sistemas ([email protected]).

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