loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

No embalo do conto

Ouvir
Compartilhar

| DOM FERNANDO IÓRIO * Sempre venho trabalhando em alguns de meus livros com o conto. Tudo porque entendo que contar as experiências pessoais, fatos reais ou histórias (estórias) criadas pela imaginação é uma necessidade e marca na história do ser humano em todos os tempos, lugares e diferentes culturas. Sei que o berço do ser humano é embalado pelo conto. Sei que a humanidade se afoga em pequenas histórias; aprendi que o pranto humano é silenciado pelo conto, que os ossos humanos, finalmente, enterram-se com os contos. Certa feita, perguntei a um matuto: ? Como vai você? Sua resposta: ? Vou contando. ? Que quer dizer ?vou contando?? Perguntei-lhe. ? Quer dizer vou contando história e quem conta história está vivo. A necessidade de contar história deve-se, entre outras coisas, ao desejo ou à necessidade de entretenimento, de divertir, de transmitir o pensamento e as tradições da cultura, a qual se pertence, à necessidade de ilustrar aquilo que se quer dizer. Os contos mais antigos vieram à baila no Egito, lá pelos idos do ano 4000, antes da era cristã. Originários do Oriente foram levados até a Europa e daí trazidos para o continente americano. As coleções mais importantes foram Calila e Dimna e as Mil e uma noites. Calila e Dimna é uma importante coleção de fábulas orientais. É possível que tenham sido escritas aproximadamente pelo ano 250. Em 1521, o rei Alonso X mandou traduzi-las do árabe para o espanhol. Já As mil e uma noites é a coleção mais famosa de contos orientais. A ela pertencem as conhecidas histórias de Ali Babá e os Quarenta Ladrões, Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, Simbad o marujo. É crença que essa coleção de contos não provém de uma fonte única, senão de várias, compiladas por uma pessoa que teria vivido, em Bagdá, entre os séculos 8 e 9. A partir do século 18, foi essa coleção de histórias traduzida do árabe para diversos idiomas. Ressalte-se o trabalho de Charles Perrault que, no século 17 recopilou a tradição dos contos populares de seu país, o mesmo fazendo, no século 19, na Alemanha, os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm. (*) É bispo de Palmeira dos Índios.

Relacionadas