Opinião
Fora a copa... - Editorial
Prossegue, em sua oitava edição, a Semana Nacional Antidrogas, com o tema ?Na prevenção, dividir responsabilidade é multiplicar resultados?, quando as atenções de expressiva parcela da população-alvo de suas atividades, que é formada de jovens, está, em sua maioria, voltada para os jogos do mundial na Alemanha. Porém, é importante que seus objetivos sejam alcançados. Quanto mais ações forem realizadas, melhor para o País avançar, prevenindo e conscientizando a população sobre as drásticas conseqüências do uso indevido das drogas. O Brasil já é campeão mundial só no consumo de anfetaminas. Dados divulgados pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) para o Brasil e Cone Sul, em março último, com base no Relatório Anual 2005 da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), as drogas ilícitas estão presentes na vida de 5% das pessoas entre 15 e 64 anos no mundo. Embora esse porcentual seja pequeno em comparação às drogas lícitas, como o fumo usado por 30% a 40% da população, e do álcool, acima de 50%, ele é merecedor de maiores e constantes preocupações no ambiente familiar, nas escolas, nos locais de trabalho e nas áreas de lazer. Por vários fatores. Entre os quais as diversas formas de violência e criminalidade. São necessários maiores investimentos, tratamento prioritário da questão pelos poderes públicos e envolvimento da sociedade civil organizada para o combate às drogas, com medidas eficientes para a redução da oferta e da demanda. Como observou um representante do organismo internacional, por ocasião do lançamento do citado estudo, a redução da oferta é mais cara e a redução da demanda é extremamente importante. E é justamente aí que se deveria dar uma prioridade maior e investir mais envolvendo a sociedade?.