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� vossa a coroa!

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| ANTÔNIO MIGUEL DA SILVA * Adentro-me ao passado, à busca de substâncias que me elucidem no presente e chego à conclusão: a simpática cidade, de Junqueiro, que se mira, em noites de prenilúnios, às fondes dos oscilantes cajueiros e se acaricia às frescas brisas das manhãs de maio, é berço de renomados vultos que ascendem nos cenários Executivo, Legislativo e nas letras, pois, seu solo lhe trouxe à tona ilustres políticos, poetas, escritores e famosos pedagogos. Junqueiro, parece-me, um benigno anjo fê-lo mãe de incontáveis filhos diplomáticos, bondosos e sapientes, mas, dentre eles, em quem devo eu colocar à cabeça uma coroa que a talhei, na minha imaginação, com o mais requintado ouro e reluzente brilhante? Por denodo, espírito de luta, e, sobretudo, aptidão, é vossa, professor Jaime Florentino, essa suntuosa coroa! Eu e todos os alagoanos, particularmente, Junqueiro, vo-la ofertanos, em vosso trono, após 35 anos de magistério, já jubilado, coroado agora, assistindo ao desfile das inúmeras regras gramaticais da língua que falou Luís Vaz de Camões, bem como Vieira, em seus harmônicos sermões. É vosso, professor Jaime Florentino, e não hesitei na escolha. E não hesitaria qualquer pessoa de bom senso que vos conhecesse, como eu vos conheço e vos acompanho, ao longo de quatro décadas. É vossa, por ultramerecimento. Com apenas o curso de suficiência, espargistes vossos conhecimentos aos alunos do Colégio Élio Lemos, do Colégio N. S. das Graças, até chegardes à rede estadual, com desempenho e bravura, isto já, portando o pergaminho como bacharel em Letras pela Ufal, onde fomos acadêmicos, naquela universidade. Hoje, sois advogado militante, quer na área civil, quer na trabalhista; quer na Vara de Família, quer na criminologia. Deixastes um tanto ao lado os sonetos de Olavo Bilac e o Indianismo de Gonçalves Dias pelos ensinamentos dos grandes doutrinadores. Aprendestes, em Orações aos Moços, de Rui: ?Nunca deixeis que o direito da força sobrepuje a força do direito?. Jaime amigo, saibais que Alagoas se ufana de vós. As abelhas zumbem às flores; os rios, riachos e fontes, contentes, riem-se, de vós. As rãs coaxam, o passaredo trina, o vento sibila; a natureza em coro vive a chamar vosso nome. Concito a todos vossos ex-alunos que teçam um gigantesco ramalhete de flores, e, em cada pétala, escrevam o vosso nome. As flores devem ser brancas, como símbolo de amor, pureza e gratidão. (*) É professor de Português e Literatura.

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