Opinião
Discuss�o de fundo - Editorial
Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) fizeram uma vigília no gramado em frente ao Congresso Nacional tentando sensibilizar os senadores para votarem, o mais rápido possível, o projeto que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O novo fundo anuncia como principal meta abranger toda a educação básica, das creches ao segundo grau, substituindo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1996. Hoje, apenas o ensino fundamental tem investimento assegurado pela União, por meio do Fundef, a estados e municípios. No ano passado, profissionais ligados à área de educação e estudantes, através do movimento ?Chega de Desigualdades: Educar para Superar a Pobreza?, também promoveram uma mobilização em Brasília, pedindo recursos para a viabilização do Fundeb, pleiteando também uma melhor remuneração aos professores e realização de cursos de capacitação. Ao mesmo tempo, o governo informava que ainda estava estudando as formas de atender a essas reivindicações já (muito) antigas. É justamente a carência dos meios necessários para o País livrar-se das deficiências na área do ensino, agravadas com as práticas abusivas quando da utilização do dinheiro, que se teme que aconteça com o Fundeb, o que terminou acontecendo com o Fundef ? ou seja, o fracasso. Infelizmente, o clima eleitoral finda prejudicando o (indispensável) debate sobre temas como esse, essenciais para o desenvolvimento do País. A criação de condições favoráveis para a educação deveria está acima das disputas eleitorais. Mas, vamos ter sem, desta vez, a lição será aprendida.