Opinião
Incentivos j� - Editorial
Uma matéria publicada ontem na Gazetaweb abre espaço para uma ampla e urgente discussão envolvendo dirigentes das diversas instituições públicas e da iniciativa privada. Ela informa que uma média de 60% das micro e pequenas empresas instaladas em Alagoas fecham as portas até o segundo ano de funcionamento. Além disso, relata as principais causas do problema, declaradas pela gerente da Unidade de Políticas do Sebrae no Estado, Renata Fonseca: o excesso de burocracia, a questão tributária e o preparo insuficiente da pessoa interessada em abrir o próprio negócio. Não é recente nenhum desses fatores que são os mesmos em outras partes do Nordeste e do País e se sobressaem entre as maiores dificuldades surgidas entre o atraso e o desenvolvimento da economia, tanto nas regiões mais pobres quanto nas mais evoluídas economicamente. Todos eles, portanto, já deveriam ter sido substituídos por medidas de incentivo em um conjunto de resoluções cada dia mais necessário para livrar da miséria milhares e milhares de famílias com atividades dignas e geradoras de emprego, apoiando, também, a ampliação de variedades no mercado e a distribuição de renda. É inacreditável que ainda existam problemas dessa natureza no Brasil, onde vive uma expressiva e crescente população, incluindo pessoas sem renda, desempregados e até trabalhadores, que continuam dependendo de caridades e medidas paliativas, como as mantidas com recursos públicos, a exemplo do Bolsa-Família. E como se tudo isso não bastasse, segundo uma pesquisa do Banco Mundial, cujos dados foram divulgados ontem pelo IBGE, o Brasil tem o segundo maior custo de vida da América do Sul (atrás apenas do Chile) e é o sexto colocado no ranking de consumo domiciliar por pessoa, sendo ultrapassado por Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Peru.