Opinião
Por uma nova cidade - Editorial
Há muito tempo estamos precisando de uma reestruturação de Maceió. A cidade, além de crescer desordenadamente, mal comporta a população, que cresce vertiginosamente, e seus veículos, também cada vez mais numerosos. É difícil, sem dúvidas, promover mudanças grandes no que diz respeito à estrutura urbana. Envolve custos altos, desapropriação de terrenos, mudança do comércio local, remanejamento da população. Porém, necessário para garantir qualidade de vida e bem-estar social. O trânsito, que desde sempre foi confuso e cheio de remendos, agora está inviável. O que poderia ter sido feito com certa calma, precisa se concretizar rapidamente. E dentre os problemas a ser resolvidos estão, desde detalhes como a melhoria da preservação da sinalização do trânsito, até o alargamento das vias de maior movimento. Aliados à Universidade e a urbanistas, economistas e outros profissionais relacionados à área, os técnicos responsáveis podem modificar um trecho sem prejudicar a comunidade local. Para isso, criatividade e competência são imprescindíveis. Apesar de estarem sendo desengavetados, ainda exitem muitos projetos arquivados nos setores públicos responsáveis, como a Somurb e SMPD. Fruto de uma batalha de 20 anos, o estatuto das cidades ? que garante a participação popular e o desenvolvimento sustentável, entre outras coisas ? é um importante passo na modernização das áreas mais atrasadas do País. É a oportunidade de lugares que já deveriam ter sido adequados ao aumento da população urbana alcançarem um modelo estrutural mais saudável ao ser humano. É preciso que esses investimentos continuem e que sejam adicionados os bairros com menos desenvolvimento, sem ao menos o básico, como esgoto e domicílios dignos. O desenvolvimento físico de Alagoas é possível, mas com muito trabalho e participação civil.