Opinião
Viaduto do Brito
| Vinícius Maia Nobre * Lá vem eu de novo a me meter onde não sou chamado. É o hábito de tentar compreender o que se passa na nossa terra ao tempo que emito minhas sugestões ou críticas, graças a este matutino que aceita as minhas opiniões. Desta vez, analisamos a obra de um viaduto sobre a ladeira do Brito. Sempre aprendemos em escola que viaduto é uma obra destinada a transpor uma depressão do terreno ou a servir tanto de passagem superior como inferior, de vias urbanas ou rodovias. No presente caso, foi escavada a via que passará sob a Rua Comendador Palmeira. Sob o ponto de vista estrutural, a obra ficou com altura dos elementos estruturais próximo da terça parte da altura dos perfis metálicos do viaduto Ib Gatto, ambos com vãos praticamente iguais. O viaduto do Brito em muito beneficiará a região por ele influenciado e modificará sensivelmente o trânsito em muitas vias do Farol. Sou um usuário do transporte individual e nada mais angustiante e estressante do que o trânsito no nosso bairro e disso já manifestei várias vezes em artigos na imprensa. Finalmente vamos ser beneficiados e recompensados pela demora das obras. Acho que o trânsito que demandará da Av. do Seminário para a orla vai se sacrificar pois terá de dobrar à esquerda na Tomás Espíndola e muito adiante, talvez pela Gonçalves Dias alcançar a Moreira e Silva e daí, pela Comendador Palmeira, voltar à do Seminário para enfim descer pela ladeira da antiga Rodoviária. Ufa cansei, quanto mais os motoristas exigentes lá daquelas bandas de Maceió! Não observei nada referente aos pedestres a não ser as modificações dos locais de paradas dos coletivos. O hábito de descer e ingressar nos coletivos nas chamadas paradas de ônibus vai ser muito alterado quanto à origem e destino dos usuários. Só se analisando as reclamações e reestudando durante certo tempo, pode-se corrigir determinadas situações. Será que observarão que a rua é para todos e que o pedestre tem preferência? Saio do viaduto e de suas interfaces e critico agora as concordâncias verticais de muitas esquinas da ladeirosa região. Quem desce a Saldanha da Gama e acessa à ladeira da Rodoviária, quem sobe ou desce pela ladeira dos Martírios e vai para a Rua dos Bandeirantes, quem sobe ou desce a Ladeira Adolfo Guimarães e cruza a Ladeira do Brito e outras situações idênticas, tem de ter muito cuidado com a concordância no pavimento. Falta, parece-me, executar uma caixa de entrada de águas pluviais e a galerias para que não escoem superficialmente e a concordância seja uma verdadeira curva vertical! (*) é engenheiro.