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“Eu orei por ti. Confirma teus irm�os!”

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| Henrique Soares da Costa * Em 29 de junho, a Igreja comemorou o martírio de São Pedro e São Paulo, que testemunharam Cristo, derramando seu sangue em Roma. O Sucessor de Pedro é o sinal visível da comunhão dos discípulos de Cristo na fé e na caridade; com ele todos os fiéis e todos os pastores devem estar em comunhão. Mas ele não é um administrador e não tem um programa de governo. Ele é testemunha da fé da Igreja, expressa por Pedro: ?Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!? Esse serviço do papa na Igreja existe por vontade do próprio Senhor Jesus Cristo e não pode jamais ser criado ou cancelado pelos cristãos. O ministério petrino não é uma monarquia absoluta, nos moldes dos governantes deste mundo. O papa não é o que manda; antes de ser obedecido, ele é o primeiro a obedecer Àquele que se fez obediente até a morte. Certamente, tem a autoridade conferida por Cristo para ligar e desligar e a autoridade suprema de ensinar. Mas tudo isso deve ser compreendido como um serviço, para manter a Igreja unida na fidelidade à fé apostólica e à caridade, dom do Espírito de Cristo. Também seria um grave engano ver no papa um líder democrático, que somente poderia agir ou ensinar de acordo com a aprovação da maioria dos bispos e dos fiéis. Na Igreja, a autoridade não provém do rebanho, mas do Pastor, Jesus Cristo: ?Quem vos ouve, a mim ouve?. É ele quem escolhe e chama, conferindo autoridade aos que escolheu. A atitude correta de um verdadeiro católico para com o santo padre é o sentimento filial, a reverência consciente e madura e a atenção fiel aos seus ensinamentos. Quando o papa ensina de modo solene, no caso da proclamação de um dogma de fé, ou quando se pronuncia de modo definitivo sobre alguma doutrina, nossa atitude ante o seu ensinamento deve ser não somente de respeito, mas de adesão total, confiando que na sua palavra é o próprio Cristo que recorda continuamente à Igreja tudo aquilo relacionado com a verdade da nossa salvação. Há os que muito citam a Escritura, mas, infelizmente, esquecem algumas passagens incômodas, como as tantas que se referem à missão de Pedro. Os católicos cremos no que o Senhor disse e prometeu; humildemente, nos alegramos por estar em comunhão com o Sucessor de Pedro, pastor supremo da única Igreja de Cristo. Acompanhemos o nosso santo padre com a oração e o afeto. Nós o chamamos Bento; na verdade, o seu nome é Pedro, a pedra sobre a qual o Senhor continuamente edifica a sua Igreja. (*) É sacerdote, mestre em Teologia.

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