loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Brasil, paix�o, Copa e elei��es

Ouvir
Compartilhar

| Jorge Machado Curi * Durante quase um mês, todos os brasileiros respiramos e vivemos intensamente a Copa do Mundo, especialmente os jogos de nossa seleção. A despeito dos gigantescos problemas sociais do País, entramos num clima de otimismo, de muita emoção. Chegamos favoritos à Alemanha. Além de pentacampeões, ocupávamos o primeiro lugar no ranking da Fifa. Teoricamente, tínhamos um elenco de estrelas insuperáveis. Aliás, nunca uma seleção foi tão endeusada. Os mais céticos argumentavam que a Copa desviava a atenção da população dos problemas mais prementes. Porém, também se juntaram à ?corrente pra frente?. Enfim, com o passar dos dias, cerca de 180 milhões de técnicos opinavam sobre os rumos da seleção. Bola em jogo, a incerteza entra em campo lado a lado com nossos craques. Jogamos mal, ganhamos mal, e uma ponta de genialidade só aparece com a entrada de sangue novo contra o Japão. Passamos de fase, vencemos Gana, jogando mal, de novo. Chega, então, a vez de um adversário de mais qualidade: a França. É o suficiente para cair na real e perceber a sucessão de erros: jogadores pesados, pouca aplicação em campo, técnico sem visão e assim por diante. Resultado: perdemos feio, fora o show do mago Zidane. Tragédia nacional. A sensação de impotência e frustração bateu forte. Transferido o sonho do hexacampeonato para 2010, recolocamos os pés no chão e nos vemos próximos das eleições. Uma reflexão torna-se obrigatória: nossa situação é extremamente preocupante, mas será que perdemos o jogo definitivamente? De fato, atravessamos uma crise moral e de valores. Fica mesmo a sensação de que o dia-a-dia é um adversário que sempre nos envolve, de que teremos dificuldade para reverter a partida. No entanto, todos os brasileiros são vibrantes, otimistas, batalhadores. Carregam a certeza de que é necessário e viável mudar, de que jamais devemos aceitar uma realidade tão difícil quanto a atual. Temos de fazer tudo para melhorar o País e nossas vidas. Precisamos resgatar a honestidade, a dignidade, o compromisso de priorizar o social, educação, empregos, saúde, segurança; exigimos nossos direitos, exigimos o pleno exercício da cidadania. Portanto, colegas, vamos à luta novamente com o coração na ponta da chuteira. As eleições de outubro são o jogo mais importante de 2006. É fundamental escolher bem os ?técnicos? que governarão o País, os estados e que nos representarão nas Assembléias, Câmara e Senado. Temos de oferecer às futuras gerações, a nossos filhos, uma perspectiva alvissareira. Eles que são, de fato, os donos do Brasil de amanhã. (*) é médico e presidente da Associação Paulista de Medicina.

Relacionadas