Opinião
Graciliano Ramos e a valoriza��o de sua obra
| José Expedito N. Santos * Graciliano Ramos será tema de um concurso literário com o objetivo de incentivar a leitura e promover os agentes culturais da região Nordeste. A proposta é uma iniciativa da Prefeitura de Palmeira dos Índios e tem o apoio do Banco do Nordeste. Uma ótima oportunidade para impulsionar a cultura tendo como mote um dos maiores nomes da literatura brasileira. O Prêmio Graciliano Ramos de Literatura terá seu edital com todas as normas para a participação devidamente esclarecidas, no dia 10 de julho. Esse projeto foi um dos contemplados do Programa BNB de Cultura 2006, uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com dotação orçamentária de R$ 2 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos nas áreas de Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura e Música. O concurso é dividido em duas categorias: Infanto-juvenil (até 18 anos) e Sênior (acima de 18 anos). Premiará os melhores contos, crônicas e poesias inscritas. O tema é livre. A idéia é impulsionar o esforço de resgate cultural da região nordestina, por meio do incentivo à leitura e produção literária. A data de entrega do Prêmio Graciliano Ramos foi escolhida para coincidir com a comemoração de mais um aniversário de nascimento do grande escritor, 27 de outubro. Repetindo o dito durante o lançamento do prêmio, o Banco do Nordeste é uma instituição de fomento e suas ações não se restringem apenas ao financiamento de atividades produtivas. O Programa BNB de Cultura é um exemplo de formas alternativas de promover o desenvolvimento da região. Em Alagoas, a edição 2006 do programa contemplou seis projetos, com recursos da ordem de R$ 141,3 mil. Esse é um investimento real, cujos retornos serão integralmente revertidos, enquanto bens de produção cultural, para toda comunidade. Um dos resultados mais significativos desse prêmio é que os vencedores terão suas obras publicadas em livros e em antologias especialmente editadas para divulgar os trabalhos concorrentes. A perenidade assegurada pelo livro é uma garantia da vitalidade do produto cultural. Além da publicação, os vencedores vão receber troféus e diplomas de menção honrosa. Um cuidado especial foi tomado ao escolher o júri, formado por representantes de entidades representativas da intelectualidade alagoana, como a Academia Alagoana de Letras, a Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes, a Fundação Universidade Estadual de Alagoas e o próprio Banco do Nordeste. (*) O é superintendente do Banco do Nordeste do Brasil em Alagoas.