Opinião
Uma batalha cidad� - Editorial
Há quem diga que em tempos de campanha eleitoral recrudesce a ação das quadrilhas de toda espécie, em função do óbvio aumento de dinheiro vivo em trânsito. Outras tantas ?teorias da conspiração? são levantadas sobre esse suposto crescimento das iniciativas do crime organizado. Em verdade, precisaríamos de uma pesquisa acurada, testada com recolhimento de dados em mais de uma campanha e nos interregnos dessas para podermos avaliar se, realmente, o período eleitoral se caracteriza por este propalado avanço das investidas dos marginais. Do jeito que as coisas estão indo, é difícil distinguir um momento onde a ousadia das gangues seja menor. O que sentimos, dia após dia, pelo noticiário, é que o crime está a crescer sem parar. Assaltos, seqüestros, assassinatos ? todas essas ocorrências sempre parecem estar em alta. E, verdade seja dita, isso nada tem a ver com qualquer época específica. Além de todas as modalidades conhecidas (e praticadas também em Alagoas) não podemos menosprezar a recente capacidade do crime organizado, de dentro das próprias prisões, desencadear uma ofensiva contra as forças de segurança pública. Os atentados contra policiais, agentes penitenciários, vigilantes e até bombeiros devem chamar a atenção de todo Brasil. Embora nos dias de hoje isso esteja acontecendo apenas nos grandes centros, não podemos nos esquecer que todas as modalidades criminosas lançadas, como novidade, no eixo Rio-São Paulo, mais cedo ou mais tarde se espalham, como se fosse moda, por todo Brasil. Independente do clima eleitoral, o crime organizado está em campanha permanente e (pelo menos até agora) tem ganho todas as paradas. A sociedade como um todo tem sofrido derrota após derrota. E, nessa campanha de vida ou morte, temos de virar o jogo contra o crime organizado.