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Elei��o

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| Lysette Lyra * Em princípio sou contra a reeleição, criada por Fernando Henrique para se perpetuar mais quatro anos no poder. O eleito passa os primeiros quatro anos de governo imbuído em preparar sua volta ao poder e o segundo período, se for desonesto, vai é cuidar de encher o bisaco para sair rico da presidência. Acho que cinco anos seriam o ideal para uma gestão, nada mais que isso. Na eleição, o presidente em exercício, leva uma grande vantagem, tendo a seu favor a máquina administrativa, que lhe possibilita todas as prerrogativas, sobretudo financeiras, pois usa sem muita cerimônia, os numerários do povo para sua campanha, e os seus favores para beneficiar as classes que mais convenham aos seus fins eleitoreiros. Assistimos ao grande desgaste político ante as fraudes e a corrupção impostas à nação, e que ficaram impunes pela irresponsabilidade da maioria dos componentes dos poderes. E ainda têm outros crimes sendo apurados pelas CPIs do Congresso. Parece uma brincadeira de mau gosto, a que o povo não deve esquecer. Prega-se a ética, a transparência dos candidatos na propaganda, mas não se pode combater pretendentes aleivosos e demagogos, com discursos educados, com atitudes morais. Mesmo guardando uma certa dignidade, é necessário ao concorrente oposicionista, além de mostrar sua capacidade administrativa, de expor sua plataforma de governo e as suas virtudes de cidadão, apontar as inverdades, a demagogia e o oportunismo do adversário. Infelizmente um povo empobrecido e ignorante como o nosso, que se contenta com as migalhas de uma prosaica Bolsa-Família, sem o discernimento necessário para enxergar a realidade que o cerca, deixa-se envolver pelos embustes de candidatos impatrióticos, achegados a ideologias populistas perniciosas e ultrapassadas, mas que tanto mal causaram às suas vítimas. Sou testemunha ocular desses acontecimentos, pois visitei os países onde deixaram as suas marcas. Assisti aos sofrimentos causados por Evita e Perón, na Argentina; por Stalin na Rússia e nos países da Cortina de Ferro; por Hitler, na Alemanha; por Fidel Castro, em Cuba. Nosso País vive ameaçado por baderneiros dos MSTs e comparsas, com a aquiescência do governo que os sustenta com nosso dinheiro; persegue-se os aposentados, cujos salários são sacrificados por injustos descontos; a violência nunca foi tão ameaçadora; desobedece-se, constantemente, à constituição com medidas provisórias que satisfaçam as conveniências da chefia governamental e, se possível houvesse sido, maculava-se a democracia com a censura imposta à imprensa para que o povo não pudesse ter conhecimento das maracutaias cometidas pelo poder. (*) É escritora.

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