Opinião
Evolu��o cidad� - Editorial
Pelos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de três milhões de adolescentes deverão votar pela primeira vez este ano. Eles representam 2,45% do total de eleitores de todo o País. De acordo com o TSE, as mulheres continuam sendo maioria no eleitorado brasileiro. Elas correspondem a 51,53% de quase 126 milhões de pessoas aptas a votar no próximo pleito para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Segundo ainda o levantamento do TSE, em 2002, quando ocorreu a última eleição para a presidência da República, as mulheres já formavam a maioria do eleitorado, com 58.604.571 (50,85%). A faixa etária que concentra o maior número de eleitores é a que se estende de 25 a 34 anos e constituem mais de 23% do universo de eleitores aptos para o próximo comparecimento às urnas. Os eleitores entre 45 e 59 anos também compõem uma faixa significativa. São 21,17% do eleitorado, ou 26.650.993 eleitores. Entre os eleitores com ensino superior, completo ou não, as mulheres mantêm a maioria. São 2.299.288 com curso completo (contra 1.888.209 homens). Entre os com superior incompleto, elas também estão na frente: 1.545.662 mulheres para 1.377.952 homens. Segundo o levantamento, os homens só são maioria entre os que apenas lêem e escrevem e os que dizem ter o ciclo fundamental incompleto. Os números ora citados são importantes para que tenhamos a compreensão da importância das decisões dessa imensa quantidade de cidadãos através do voto em relação ao futuro de cada habitante deste País. Apesar dos percalços pós-eleitorais como mensalões, sanguessugas, guabirus e outras decepções, o eleitorado brasileiro vai crescendo em representatividade popular, em esclarecimento, e se renovando, rejuvenescendo. Essa é uma evolução de fundamental importância para a cidadania.