Opinião
A maldade do ser humano
| Milton Henio * Só nos últimos dias o noticiário pela imprensa nos tem mostrado que a maldade humana não tem limites: uma anciã de 80 anos aqui de Maceió é agredida pelo vizinho, estuprada e teve sua língua cortada com um facão; duas crianças são seqüestradas em São Paulo e uma delas ficou 60 dias nas mãos dos seqüestradores. O autor da infeliz idéia do seqüestro é um advogado sujo e também vizinho da família. E por aí vai. Diariamente as manchetes destacam terríveis relatos de violência, corrupção, suborno e atividades criminosas entre alguns políticos brasileiros, seqüestradores e até policiais. Quanto mais penso a respeito, mais assustado fico pela crua realidade, o mistério obscuro e repetitivo da maldade humana no mundo atual. Hitler foi o exemplo máximo da maldade humana e com seus satânicos assessores levou ao desespero e a morte milhões de judeus inocentes. Os números da violência assustam atualmente no Brasil; em 2005 foram assassinadas no País 57 mil pessoas, dez vezes mais do que o número de mortes ocorridas entre judeus e palestinos nos últimos cinco anos. A contaminação pelo mal continua a se disseminar entre nós de forma epidêmica. Por que é assim? Por que criaturas racionais agem de maneira tão perversa? O fato é que essas pessoas dificilmente têm cura. Não é simplesmente a ausência de Deus que existe nelas, é a ausência de tudo o que é humano. São irrecuperáveis. A solução do problema é de alta complexidade. Entretanto, a punição desses indivíduos maldosos deve ser de forma impiedosa e merecida para que haja a intimidação. A massa de animais humanos disseminada pelo Brasil e pelo mundo desafia às leis e os homens. Temos de fazer a profilaxia da violência com urgência e pedir a ajuda de Deus para enfrentarmos os obstáculos desse mundo atual, onde a maldade humana impera de forma agressiva. O tema da maldade humana é longo para ser discutido neste espaço. São mentes atormentadas, verdadeiros psicopatas, que sem nenhum grau de espiritualidade nem sentido de vida, querem chegar muito depressa em atingir seus objetivos por meios cretinos. A ocorrência policial vem mostrando em São Paulo que os bandidos não passam fome. Portanto não é o problema social que os atinge. É a maldade mesmo. Mentes patológicas. O filosofo francês Jean Paul Sarte em suas explicações sobre o existencialismo humano, já afirmava que não há comportamento ético em um indivíduo se não existe Deus em sua vida. Dostoievski, o grande escritor e pensador russo dizia: ?Se Deus não existe, tudo é permitido?. Vamos esperar. Esperar é viver. (*) É médico.