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Esfor�o contra as drogas

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| Humberto Martins * Os tóxicos dos mais primitivos, como a maconha, até os mais sofisticados, produzidos em modernos laboratórios, estão na raiz da quase totalidade dos crimes cometidos no mundo de nossos dias. Esse mal, disseminado em todas as nações, desafia a repressão exercida em muitos países ? nos quais o tráfico é punido inclusive com a pena de morte ? e o aperfeiçoamento da legislação de muitos outros. Os gráficos, por nações, baseados nas estatísticas, revelam que os altos e baixos estão longe de proporcionar o mínimo de tranqüilidade aos encarregados pelo combate e a repressão ao tráfico a todos aqueles que, pais de família, teme serem atingidos por esse flagelo, sem paralelo nos dias atuais. O Brasil trava uma luta permanente contra os traficantes que atuam no cultivo da maconha, desde os sertões nordestinos até as fronteiras internacionais terrestres e ao litoral, cujas grandes dimensões dificultam o trabalho na luta contra as drogas. Esse é, digamos assim, o aspecto operacional e legal do esforço nacional contra os tóxicos. Mas existem outras facetas que precisam ser consideradas. Desde os bancos escolares até o uso dos modernos meios de comunicação, principalmente a televisão, é indispensável ampliar o esforço de convencimento dos jovens na campanha contra o consumo de tóxicos. Tome-se, por exemplo, o que é feito com relação ao cigarro, e multiplique-se por dez, cem ou mil. Mais de 200 milhões de indivíduos, no mundo todo ? cerca de 5% da população entre 15 e 64 anos ? fazem uso de drogas pelo menos uma vez ao ano, consoante o Relatório Mundial de Drogas 2006, do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes ? Unodc. E o que é ainda mais grave: cerca de 100 milhões usam drogas regularmente ao menos uma vez por mês. A droga é consumida também por um grande número de profissionais com um alto nível de educação e renda, cujos hábitos têm poderoso efeito multiplicador. Especialistas credenciados julgam que todo esforço feito até agora proporcionou, ao menos, estabilidade no número de usuários de drogas. É chegado, entretanto, o momento de uma mobilização para reduzir esse número. O que significaria que a humanidade está começando a vencer uma das suas mais importantes batalhas. (*) É ministro do STJ.

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