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Terra arrasada - Editorial

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Cerca de 500 mil pessoas, ou quase 1/6 dos 3,5 milhões de habitantes do Líbano, já tiveram de deixar suas casas no país por causa dos novos bombardeios israelenses, segundo declarações de representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Beirute. E estima-se de que mais de 30 mil libaneses e 70 mil pessoas de outras nacionalidades já cruzaram a fronteira em direção à Síria desde o início dos bombardeios na semana passada. Ao longo de centenas de anos, antes de tornar-se nação independente durante a Segunda Guerra Mundial, o Líbano conviveu com mais seguidos períodos de conflitos armados do que de paz. Mesmo depois de conquistar a independência e abrigando povos de várias procedências, entre os quais os palestinos, tornou-se palco constante das tensões, das devastações causadas com uso de armas e acentuadas pelas antigas diferenças étnicas e religiosas. A exemplo da guerra civil que eclodiu em 1975 e a invasão de Israel com o apoio das milícias cristãs em 1982. Entre os resultados mais tristes de acontecimentos desta natureza, temos as mortes de centenas de pessoas, inclusive inocentes, incluindo as crianças, que são as principais vítimas dos confrontos sangrentos, das ações humanas mais que brutais, em forma de guerra. Inclusive de brasileiros. Como acaba de acontecer com o menino Bassel Termos, de sete anos de idade. O mundo inteiro volta novamente as suas atenções para a região tão marcada por conflitos de terríveis e irreparáveis conseqüências, enquanto a ONU qualifica como catastrófica a situação humanitária no Líbano. Resta saber até quando a humanidade terá de esperar pelos resultados das antigas e renovadas preocupações em relação a tudo isso, e das incontáveis tentativas na busca da paz duradoura no Oriente Médio e em outras partes do mundo.

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