loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Um ensino melhor

Ouvir
Compartilhar

| Humberto Martins * Qualquer observador da vida brasileira constatará, sem maior esforço, que a atividade educacional está aumentando nos últimos anos no Brasil. Não se trata de obra desse ou daquele governo, mas de um impulso coletivo que se faz sentir tanto no setor público como no segmento privado. Impulso coletivo que é resultado da tomada de consciência de que nenhum progresso é duradouro numa nação se a maior parte dos indivíduos não tiverem educação. O que se faz necessário agora é melhorar o nível da qualidade do ensino prestado, aperfeiçoando a formação dos mestres, aumentando, quando for o caso, a carga horária, sofisticando os métodos. A avaliação inicial feita em todas as escolas brasileiras de ensino fundamental demonstra que o nível da educação melhorou no interior. Das dez escolas com melhor desempenho na 4ª série, só uma está no Rio de Janeiro, capital. As conclusões são da denominada Prova Brasil, organizada pelo Ministério da Educação (MEC) e que incluiu 32,3 milhões de alunos em 41 mil das 43 mil escolas nacionais. Anteriormente, os exames eram feitos apenas por amostragem. O MEC não sabe explicar a concentração de boas escolas no interior, mas alguns fatos induzem a certas conclusões. É menor o número de alunos nas salas de aula, a comunidade opina e participa ativamente e há uma maior identificação entre professores e alunos. Os responsáveis pelos rumos da educação no Brasil julgam que a comparação entre os desempenhos das escolas é um importante fator favorável ao aperfeiçoamento. Segundo o MEC, a meta é que o País melhore cerca de oito pontos nas turmas de 4ª série a cada ano. A educação pública, no Brasil, como outros serviços vitais para a população, é prestada mediante a colaboração entre e os governos federal, estaduais e municipalidades. Outra realidade positiva que é possível constatar é a progressiva redução, na área pública, de influências político-partidárias na escolha dos responsáveis pelo ensino. Enquanto no segmento privado, por imperativo de sobrevivência, os empresários procuram também melhorar. Por essa via de mão dupla os resultados apresentados são progressivamente melhores. Prosseguindo por esse caminho, as conseqüências positivas se farão sentir em todos os setores da vida brasileira, porque nada é mais importante para uma nação do que a educação do seu povo. (*) É ministro do STJ.

Relacionadas