Opinião
Mudan�a de paradigma!
| André Weinmann * Encontrei uma mesma comparação atribuída a Einstein escrita com diferentes palavras: é mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um paradigma e é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. No dicionário encontramos que paradigma é o modelo, o padrão, e que preconceito é a opinião concebida sem um exame crítico. Na prática acho que as definições confundem-se, ou seja, estamos examinando os atuais modelos de opiniões, dos valores, dos símbolos da nossa sociedade ou estamos absorvendo no popular goela abaixo (cuidado com a indigestão)? E se nós, ao examinarmos, encontrarmos um novo modelo, conseguiremos mudar? Ou ainda, é tão difícil como Einstein teria falado? Observem a história a seguir. Em uma estação de trem entrou um senhor acompanhado dos que deveriam ser seus 10 filhos. Do maior, com cerca de 18 anos, ao menor de aproximadamente seis. Acomodaram-se, com exceção do menor que não se aquietou. Correndo, esbarrando, derrubando... um incômodo. As pessoas no trem foram ficando chateadas, cochicho, reclamações... Ao observar-se o suposto pai, ele está olhando pela janela, olhar fixo na paisagem, distante. O menino não pára, a tensão aumenta. Um passageiro não se agüentando aborda o responsável questionando as atitudes do menino no que ele lhe responde: ? Sim, são meus filhos, sim o menor está perturbando... mas o que posso falar para ele neste momento em que sua mãe, minha esposa, acaba de desencarnar, se eu mesmo ainda não sei o que pensar, o que fazer. Em questão de segundos o pensamento comum se modificou. Da incompreensão à tolerância, do incômodo ao entendimento, do ódio ao amor. Será que poderemos substituir o egoísmo pela solidariedade, a guerra pela paz, o mal pelo bem? Será que o ensinamento do grande mestre ?amar ao próximo como a si mesmo? possa vir a se tornar o paradigma de nossa sociedade? Creio que sim! Mas enquanto isso não ocorre precisamos conhecer o que realmente está acontecendo, conhecer quem está sofrendo e principalmente, conhecer os poucos que estão se beneficiando com esse modelo. Quem sabe aí, assim como na história, poderemos mudar a nossa forma de pensar, mudar o nosso paradigma. A pergunta que deixo para reflexão é: esperaremos (reclamando e culpando os outros) que a classe dominante tome a atitude de transparecer ou começaremos a exercer nossos direitos e deveres de cidadão? (*) É analista de Sistemas de Informação.