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Trabalho mission�rio

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| Dom José Carlos Melo, CM * A nova paróquia de São João Maria Vianney, criada por Decreto de 16 de novembro de 2003 e instalada em 2004, foi confiada ao zelo pastoral e missionário do pe. Antony Gelastin Gerald, sacerdote indiano que está prestando um grande e frutuoso serviço em nossa arquidiocese. A construção do novo templo dedicado a São João Maria Vianney é uma prova de um trabalho profícuo, unindo a construção da igreja Povo de Deus à igreja templo. Por esse motivo nossa arquidiocese foi beneficiada com esta bela igreja que será inaugurada no próximo dia 06 de agosto. Por sua vez a comunidade do Clima Bom I e o próprio pe. Antony Gerald estão de parabéns pelos esforços realizados e pelos resultados obtidos. Retomando o evangelista Mateus, o missionário é aquele que oferece e recebe dons. De graça recebeste, de graça daí (Mt 10,8). É sempre visto como alguém que oferece um presente: o dom que recebeu de Deus e que quer oferecer aos outros. Há uma força que empurra o evangelizador a comunicar essa dádiva, é um poder inerente ao mesmo dom que deve ser transmitido e nunca guardado. A felicidade de ter recebido o dom de Deus é tão grande que impulsiona o missionário a querer partilhar essa alegria. Toda missão sacerdotal do consagrado é uma oferta total ao próprio Cristo, o oferecimento do dom está inserido num sistema de trocas, em que há uma necessidade de oferecer, aceitar e retribuir. É um sistema que está na raiz e na visão do mundo de muitos povos. Aí está ser o verdadeiro aspecto do missionário, o dom que carrega consigo deve ser trocado por outro dom que é oferecido pelos diferentes povos e culturas. O missionário não é sempre aquele que é obrigado a oferecer, ele também deve receber o dom e permitir ao outro de retribuir. O projeto nacional de evangelização para 2004-2007, que explicita e atualiza as diretrizes, diz que ?é hora de um verdadeiro despertar para um entusiasmo missionário?, e que as mudanças rápidas e profundas de nossa sociedade ?precisam ser enfrentadas com uma ação missionária e profética da Igreja?. Precisamos viver todo um processo missionário em atitude de caminhada, de avaliação permanente, com liberdade interior, com desprendimento. A missão tem de ser encarada como algo que vem para questionar, provocar e iluminar. Há sempre o perigo de adaptar o novo aos esquemas que já temos; aí a novidade se foi. A grande crise que o mundo e as Igrejas atravessam é de sentido, de espiritualidade, de novidade séria, de mística. A ação missionária será então uma resposta a esta crise. No Clima Bom I irradia-se o dinamismo do espírito missionário. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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