Opinião
Ensino estadual: honrosa li��o de recupera��o
| Joaldo Cavalcante * Talvez motivado por boa dose de desinformação, um cidadão, em artigo, qualificou como ?escusa? a intenção do governo de Alagoas de contratar monitores para disciplinas como matemática, biologia, português, física e química. Externou ainda que é ?inverídico? o argumento acerca da necessidade de suprir as salas de aulas com educadores contratados em caráter temporal, para então justificar sua linha de raciocínio segundo a qual tudo não passa de uma manobra governamental. Se é dever do cidadão conhecer os limites da legalidade, aos agentes públicos em qualquer esfera de atuação é atribuída a capacidade de não desconhecer a realidade. A própria imprensa alagoana vem registrando, ao longo dos últimos anos, a preocupação constante do governo com as demandas advindas do ensino público estadual. Vários concursos honestos e democráticos foram realizados, sendo a Educação a área mais beneficiada com os novos quadros concursados. Durante todo o período de organização dos concursos e da oficialização dos aprovados, a ausência de professores para as disciplinas já mencionadas sempre foi uma preocupação compartilhada com as instituições e a sociedade. As informações disponíveis conduzem esse drama para o cenário nacional. Localmente, o governo já demonstrou seu desejo de transpor o obstáculo de maneira transparente, compartilhando com todos o drama imposto pela conjuntura. Portanto, o governo repele a balda de manobrista e lamenta a desinformação em torno do que vem ocorrendo nos tempos recentes em nosso Estado. Quem nomeou mais de 20 mil servidores por concurso público, dentre os quais alguns milhares de profissionais da área educacional, possui autoridade para propor uma solução emergencial nesse campo. Na verdade, o que vem acontecendo em Alagoas é uma revolução silenciosa e a colheita no campo do ensino é, sim, honrosa para todos nós. Quando Ronaldo Lessa assumiu o Estado, em janeiro de 1999, apenas 2% dos alunos da rede estadual conseguiam ingressar na universidade. Esse índice é agora de quase 25%. O analfabetismo está caindo, as unidades escolares do interior deixaram de ser comandadas pelos chefes políticos regionais, porque os dirigentes são escolhidos pelo voto direto. O governo tem muito orgulho de dizer que criou 200 mil novas vagas em todo o Estado. Há muitas falhas para serem corrigidas, mas o progresso conquistado em tão pouco tempo comprova que a lição está sendo feita de maneira correta. (*) É jornalista e secretário de Comunicação do Estado.