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Opus Dei e TFP (I)

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| DOM EDVALDO G. AMARAL * No debate provocado pelo livro de Dan Brown, O código da Vinci, com seus 40 milhões de exemplares vendidos em pouco mais de dois anos e seguido do filme thriller de igual título, exibido nas telas de todo o mundo, vários comentadores uniram o Opus Dei, citado explicita e caluniosamente na ficção, com a TFP (Tradição, Família e Propriedade). Parece então oportuno recordar aqui algumas informações sobre essas duas entidades. O Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica, fundada na Espanha em 1928, por um santo, São José Maria Escrivá de Balanguer, e está hoje presente em 61 países, inclusive, como não poderia deixar de sê-lo, no Brasil. De seus 85.000 membros, 98% são leigos, homens e mulheres, na maioria, casados. Os 2% são sacerdotes e pertencem à estrutura interna da instituição. Também sacerdotes diocesanos, continuando incardinados em suas dioceses, podem incorporar-se à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz. Do ponto de vista canônico, ela é hoje uma prelazia pessoal, dirigida por um prelado, Mons. Javier Echevarria, que reside em Roma. Seu nome Opus (em latim, obra, trabalho) vem de seu propósito de ajudar a encontrar Cristo no trabalho, isto é, na família, nas profissões liberais, na política, na economia e nas atividades cotidianas, com uma forte espiritualidade. Daí, os membros, sobretudo os internos, dedicam-se à direção espiritual, a retiros, palestras doutrinais e cursos de aprofundamento teológico e espiritual. Além da universidade de Salamanca, estão presentes em várias universidades católicas ao redor do mundo. Também na política, os membros externos têm viva atuação, o que lhes trazem não poucas adversidades e perseguições. Mas o que, sobretudo, mais lhe tem atraído antipatia e animosidade é a sua férrea adesão ao ensinamento do santo padre, o papa e uma ferrenha unidade com o sucessor de Pedro. É por isso que o Opus Dei é mal visto e perseguido, até entre os que se dizem católicos e querem professar um catolicismo liberal, a seu gosto e escolha, sem a fidelidade a Pedro. Pela exigüidade de espaço, deixo para apresentar no próximo artigo algumas considerações sobre a Tradição, Família e Propriedade, de modo especial no Brasil, em sua ideologia social e em seu posicionamento pastoral. (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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