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| José Sebastião Bastos * Uma nova era no cargo técnico da Confederação Brasileira de Futebol, surge com a contratação do capitão da seleção brasileira, do mundial de futebol de 1994, realizado nos Estados Unidos, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato. Trata-se do famoso jogador e recente comentarista do esporte bretão, na última Copa da Alemanha, Carlos Caetano Bledon Verri, o conhecido gaúcho Dunga. Naturalmente sua indicação para dirigir o nosso selecionado, criou um suspense, uma surpresa no desportista brasileiro, vez que Dunga jamais assumiu direção técnica de algum clube ou seleção. Contudo, o seu currículo como jogador de futebol é admirável. Vejamos: participou das copas de 1990, 1994 e 1998 como campeão e vice nessas duas últimas. Ainda pela seleção brasileira, possui vários títulos, como o Torneio da Arábia, em 1997; vice-campeonato na Copa América, na Bolívia em 1995; copa Stanley Rous, na Inglaterra, em 1987; Copa América, no Brasil, em 1989; medalha prata nas olimpíadas de Los Angeles, em 1984 e Sul-Americano e mundial de Juniores, em 1983. Jogou também em importantes clubes brasileiros, na Itália, Alemanha e Japão. Dunga substitui Carlos Alberto Parreira, que dirigiu a nossa seleção desta última Copa, consagrado nome do futebol internacional, tetracampeão em 1994, tendo passado por clubes de renome no Brasil e no exterior com êxito. O seu valor é bastante reconhecido na FIFA. O ganhar e perder se aplica igualmente nas copas mundiais de futebol e nas plimpíadas, tanto que nas 28 copas já realizadas, o Brasil conquistou 5, a Itália 4, a Alemanha 3, o Uruguai 2, a Argentina 2, a França 1. O Brasil participou de todas as 18 copas, desde a 1ª no Uruguai, em 1930, vindo a ser campeã em 1958, na Suécia, consequentemente, 28 anos após. Logo em seguida, bicampeã em 1962 no Chile, em 1970, no México, com o tricampeonato. 24 anos após, em 1994, conquista o tetra e em 2002, o pentacampeonato, no Japão e na Coréia do Sul, título que nenhum País possui. O Brasil vem mantendo o 1º lugar há alguns anos no ranking que a FIFA mostra ao mundo o futebol apresentado pelos seus filiados. Mesmo sem chegar a final em busca do hexa, a seleção continua na liderança. Passou a copa de 2006, preparemo-nos para a de 2010, na África do Sul com firmeza e humildade sem o endeusamento exagerado de que somos eternamente os melhores do mundo, no que concerne o futebol, conquistar o desejado hexa. (*) É vice-presidente da CBF região Nordeste.

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