Opinião
Israel e sua hist�ria
| LYSETTE LYRA * Há 3.000 anos, aproximadamente, os judeus consideram a Terra de Israel como sua pátria. Para eles é a Terra Prometida por Deus, 17 a.C. É a Terra Santa, onde está guardado um lugar sagrado e muito especial para a religião hebraica: o Primeiro e Segundo Templo. O Mishná e o Talmud Yerusshalmi (dois dos mais importantes textos judaicos foram escritos nesse lugar em 135, época da Grande Revolta de Bar Kokhba contra os romanos. Vencidos nesse conflito pelo Imperador Adriano, os hebreus foram expulsos de suas terras e se espalharam pelo mundo, tendo sido o local transformado em província Síria Palestina. Jerusalém é o lugar santificado para as três religiões: cristianismo, que aí nasceu com a existência de Cristo; dos hebreus pela presença do Templo de Salomão e da Mesquita da Roca, onde Abraão iria oferecer seu filho, Isaac, em holocausto para provar seu amor a Deus, e, para os islamitas, por venerarem os mesmos lugares sagrados. Em 638 d.C. eram os bizantinos que dominavam a região, mas foram vencidos pelos muçulmanos que aí se instalaram. Segundo a Bíblia e o Torá, na passagem dos Gêneses, o nome Israel, em hebraico, significa aquele que luta com Deus. O sionismo nasceu em 1896 com Theodor Hertzl, que liderava a criação de um Estado Nacional Judaico para garantir ao perseguido povo, um lar nacional. Sucessivas imigrações ocorreram na Palestina, somando-se às já existentes. Fundaram-se universidades, institutos de tecnologia, kibutzs que já apresentavam significativas autonomias judaicas, o que aumentou as tensões entre árabes e judeus. Com o holocausto nazista, as vítimas correram para essa região, que era então administrada pela Inglaterra. Em 1947 os ingleses deixaram o território e na Assembléia Geral da ONU desse mesmo ano, a Palestina foi dividida em dois Estados, um judeu e outro árabe. Logo a Síria, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito invadiram Israel. Foi chamada a Guerra de Independência. A intenção de alguns desses países era tomar, também, essas terras para si. Os judeus lutaram bravamente. Em 1967 Israel, num desejo expansionista, trava a guerra dos Seis Dias se apossando das Colinas de Golã, da parte oriental de Jerusalém, da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e da Península do Sinai. Desde então grupos terroristas do Hamas (palestinos) e do Hezbollah, aumentaram os conflitos contra os hebreus. Desde 1982 Israel concedeu entregar grande parte das terras conquistadas inclusive o Sinai e agora em 2005, a Faixa de Gaza. Mas os desentendimentos do Hamas e do Hezbollah não terminaram. (*) É escritora.