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Inf�ncia sob risco - Editorial

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Relatório elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), sobre as crianças em todo Brasil, mostra Alagoas com o pior índice de desenvolvimento infantil em nível nacional: apenas 0,473. O estudo é relativo a este ano e enfatiza os seis primeiros anos de vida da criança, uma fase fundamental para o desenvolvimento saudável do indivíduo. Compara os números de 1994 e 2004, indica que, embora a situação tenha avançado na maioria das áreas, os números são ainda muito preocupantes, e adverte que o Brasil deve tratar com prioridade cerca de 25 milhões de crianças que estão nessa faixa etária. De acordo com esse levantamento do Unicef, no decorrer de 10 anos, a contar de1994, registram-se melhorias significativas nos indicadores sociais no território nacional. Sobretudo, no tocante às taxas de mortalidade infantil, com a redução de 32% chegando a 26,6 por mil nascidos vivos. Mesmo assim, o País apresenta a terceira maior taxa da América do Sul. Outro destaque é a proporção de crianças com baixo peso para a idade, indicador utilizado para analisar a desnutrição infantil, que era de 7% em 1989 e desceu um pouco para 5,7% em 1996. Segundo o Unicef, esse ainda é um índice alto, bem acima do desejável (4%). Além disso, o Brasil tem outros desafios, como a universalização do direito ao registro civil de nascimento e a oferta de pré-natal e parto de qualidade para as gestantes. As garantias da cidadania e, especialmente dos direitos das crianças, continuarão metas inalcançáveis enquanto continuarem escassos os recursos financeiros para o setor saúde pública, e insignificantes as melhorias no acesso às escolas. Neste triste universo vegeta nosso Estado, sendo o último no Nordeste e o penúltimo no País (59,29% e 54,37%, respectivamente), em termos de crianças cujos pais e mães têm escolaridade precária. Uma vergonha.

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