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Integra��o log�stica � oportunidade para Alagoas

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| SÉRGIO PAPINI UCHÔA * Não adianta nos orgulharmos de ter a maior densidade rodo-ferroviária do Nordeste. Sem equipamentos logísticos adequados, a economia local não avançará. Nosso porto precisa de investimentos de R$ 132 milhões. Ampliar o calado para 14 metros afasta o risco de perdermos as cargas já existentes para navios que exigem maior profundidade para atracação e gera demanda por novas cargas. A conclusão do terminal de contêiners, a volta do funcionamento do acesso ferroviário, a construção de um porto seco complementar ao porto, a ele interligado por esse modal, viabiliza a instalação de ZPEs, oportunidade que Alagoas deve aproveitar. O terminal de passageiros, a aquisição de dois novos guindastes, um melhor zoneamento e acesso viário complementam as obras estruturantes ao complexo. A recuperação da malha ferroviária, já iniciada, dá suporte ao nosso aumento de competitividade regional viabilizando a comercialização de produtos de baixo valor agregado como fertilizantes, açúcar e álcool para Estados distantes. A integração com a Transnordestina e com os demais modais de transportes são bônus adicionais. O Aeroporto Internacional de Maceió traz um brinde que precisamos aproveitar: o antigo terminal de passageiros, com pequenas adequações, torna-se imediatamente o terminal internacional de cargas. Tal iniciativa provocaria um rápido incremento em nosso comércio exterior, começando com exportações de produtos perecíveis e importações com vantagens financeiras oferecidas por legislação específica do nosso Estado. Duplicar a AL da Barra de São Miguel até Maragogi garantiria um mar de oportunidades integrando os nossos setores químico, plástico e mecânico à nova economia pernambucana, representada pelo complexo industrial-portuário de Suape e beneficiaria o turismo com a interligação do nosso litoral por pista dupla a dois aeroportos internacionais ? o de Maceió e o de Recife, pois a PE-60 será duplicada. Uma estrada às margens do São Francisco viabilizaria um pólo de fruticultura como os de Petrolina e Neópolis. A duplicação do acesso da BR-101 até Arapiraca consolidaria o segundo pólo econômico do Estado e quem sabe, influenciaria na decisão da exploração da mina de cobre e ouro, hoje da CVRD. A integração dos modais dar-se-ia por planejamento específico que potencializaria os seus efeitos. (*) É presidente da Associação Comercial de Maceió e da Federalagoas.

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