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Norte atravancado - Editorial

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Uma das vertentes mais importantes para o desenvolvimento alagoano ? a rota Litoral Norte para o turismo ? está sendo comprometida em função dos repetidas ações de interrupção do trânsito na rodovia AL 101 naquela área. Escreveu não leu, os sem-terra dos muitos movimentos reivindicatórios pela reforma agrária interrompem o tráfego de veículos na AL 101 Norte. E, como nunca são atendidos a contento, ou como permanecer sem-terra à beira das rodovias pode estar virando meio de vida, a repetição deste ato tumultuador está virando rotina. A rodovia já não é lá essas coisas e suas duas pistas vivem sufocadas pelo intenso tráfego. Pontes apertadas, algumas testemunhas históricas das obras do governo Fernandes (há quase um século atrás), acostamentos ausentes (quando não transformados em meio-fio dos casebres dos sem-terra), buracos na pista, sinalização deficiente ou inexistente, curvas em demasia ? este é o perfil da via que deveria servir a um dos principais roteiros turísticos brasileiros, o Litoral Norte alagoano (em ligação com o menos belo, mas melhor organizado Litoral Sul pernambucano). Esse cenário de aperto e incompetência em responder a alta demanda do movimento turístico na região, faz com que mesmo sem os sem-terra, seja um inferno o acesso àquele pedaço de paraíso. Os veículos de passageiros disputam nacos de asfalto e trechos perigosos com ônibus de todos os tipos e caminhões carregados de cana. Além desse aperto cotidiano, os sem-terra viciaram-se em oferecer mais dificuldades aos que transitam por aquela pista. Não chegaram as cestas básicas? Bloqueia-se a pista! Atrasou uma vistoria? Pista bloqueada! E o atraso vai tomando conta do espaço, respaldado pela impunidade e pela ociosidade financiada (pelo governo). É hora de se perceber que tal situação representa um enorme prejuízo para toda sociedade alagoana.

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