Opinião
Parceria pela Lei - Editorial
Descoberta e desmantelada uma quadrilha especializada em roubo e desmanche de veículos, é hora de dar os parabéns a quem de direito e fazer reflexões sobre o caso. São merecedores de elogios a pronta ação da polícia, através da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e o cidadão que, depois de roubado, investigou por conta própria o sumiço de seu veículo e informou à polícia sobre os resultados de sua busca. Dentre as reflexões ensejadas pela ocorrência, destacamos a iniciativa cidadã do assaltado em cair em campo, recolher informações e, principalmente, repassá-las à polícia. Este tipo de parceria é o que a sociedade necessita e deve estimular. O justo inconformismo das vítimas muitos tipos de bandidos e quadrilhas deve ser canalizado para ações mais úteis que a lamentação e/ou o necessário protesto. É preciso se buscar formas de dar uma contribuição ativa, participativa, na luta contra o crime organizado. Nesse ponto, é igualmente essencial se tomar todo o cuidado para não pretender substituir a polícia nesta reação cidadã contra o crime generalizado. Todas as formas de reação devem levar em consideração que os bandidos detém o poder da ação, não conhecem limites e possuem uma estrutura clandestina e poderosa. Até o ato de recolher informações pode ser perigoso e só deve ser levado adiante com a devida cobertura e segurança policial. Para se estabelecer uma eficiente parceria com as forças da Lei, deve-se observar atentamente, fielmente, os riscos evidentes das iniciativas de se contrapor ao banditismo. Nunca substituir a polícia deve ser um princípio, uma cláusula pétrea. Não se omitir, não se conformar, não se deixar alquebrar são as outras regras de ouro que devem ser seguidas. Que esse exemplo seja corretamente compreendido e seguido, ampliando a colaboração entre a sociedade, a Lei e a polícia.