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Promessas vazias - Editorial

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Na derradeira reunião ministerial que presidiu em 2005, antes do Natal, o presidente Lula informou que o governo (naquela ocasião) tinha muito dinheiro para gastar. E começou a semana seguinte ? a última, portanto, do penúltimo ano da administração que está terminando ? garantindo que o Brasil se desenvolveria mais em 2006. Ainda prometeu um crescimento mais vigoroso e sólido. E explicou que a redução da taxa de juros permitiria mais investimentos, criação de mais indústrias e empregos. Isso significaria melhores salários, mais compras no comércio, mais pedidos nas empresas, etc. Já em janeiro, o chefe da Nação disse que também neste ano faria muito mais obras de infra-estrutura. E até garantiu um fim ao sofrimento de mais de 12 milhões de famílias nordestinas, acabando de uma vez por todas com a indecente indústria da seca, que se enchia de dinheiro às custas da miséria do povo. Infelizmente, a maior parte dessas promessas, bem como as muitas já conhecidas em várias campanhas eleitorais, como da recriação da Sudene (uma das maiores realizações do governo Juscelino Kubitschek), extinta em 2001 pelo presidente FHC. Promessas feitas, seguem à espera de execução e continuam entre os temas dos discursos na atual temporada de caça de voto. Há mais um programa de governo lançado por candidato à Presidência da República: a do próprio presidente Lula, divulgado nesta terça-feira. Como ele disse que nunca as vontades coletivas foram tão atendidas neste País desde Cabral, e ?está mais fácil fazer coisas daqui para frente, porque o alicerce está pronto, a parede está colocada e agora falta fazer o madeiramento e cobrir?, torcemos para que essa imagem não seja mais uma miragem e que ? um dia ? as promessas de campanha sejam mais que (belas) palavras vãs.

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