Opinião
Seguran�a alimentar - Editorial
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), ligado à Presidência da República, acaba de encaminhar ao governo uma proposta de criação da Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Ela tem três diretrizes principais que abrangem da ampliação ao acesso da população, a alimentos de qualidade e à promoção da diversidade de hábitos alimentares. E, conforme informa a Agência Brasil, será utilizada como instrumento de ação governamental assim que a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional for aprovada no Congresso Nacional. Tomara que esta iniciativa e outras que vêm anunciadas por órgãos governamentais sejam suficientes para o País contar efetivamente com ações eficazes no tocante à segurança alimentar e nutricional, priorizando-se a articulação do consumo com as atividades do meio rural, envolvendo, principalmente os agricultores familiares. As comunidades que ainda permanecem no campo e passaram a viver em maior número com as privações agravadas a partir de anos recentes, com o desmantelamento da rede de abastecimento e uma série de conseqüências do descaso do poder público em relação aos pequenos produtores. Nos anos 60, em Alagoas foram construídos e funcionaram por muitos anos vários armazéns em todas as suas regiões através da Secretaria Estadual de Agricultura. Em nível nacional, contava-se mais de 600 dessas unidades. Em 2003 apenas existiam 33 desses armazéns em todo o País, quando deveria ser o contrário, com o crescimento da população e uma série de fatores que passariam, como passaram, a exigir maiores investimentos para a modernização, a expansão e a diversificação das produções agrícolas. Notadamente, nas regiões tradicionalmente menos desenvolvidas do País. É uma política que requer continuidade com eficiência.