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Opinião

Um bom exemplo - Editorial

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Há que se elogiar a ação recente da Polícia Federal em desmanchar os buracos de tatu pelos quais seriam assaltados bancos em pelo menos dois Estados brasileiros: Rio Grande do Sul e Alagoas. Investir no chamado setor de Inteligência é uma questão definidora no combate ao crime organizado (assim como na guerra convencional). Quem não é capaz de recolher informações e as analisar como elemento vital para quaisquer batalhas está derrotado por antecipação. E na guerra contra o crime, o Brasil ainda ostenta um vergonhoso e injustificado atraso nessa compreensão básica sobre a prioridade de fortalecimento dos segmentos de Inteligência (informação e contra-informação) nas forças policiais. Quando a Polícia Federal, mesmo tendo levado uma senhora rasteira no assalto ao Banco Central em Fortaleza, apresenta conquistas inegáveis na luta contra quadrilhas sofisticadas como esta (ou estas) especializadas em esvaziar caixas-fortes de bancos drenando os dinheiros ali repousados através de ousados túneis ? estamos diante de uma vitória da sociedade. Aqui, o órgão público responsável faz jus aos aplausos! Merece reconhecimento também o desenvolvimento de ações policiais que, indubitavelmente, são levadas adiante sem estardalhaço, sem avidez na busca dos holofotes. Até porque o espetáculo é contraditório com discrição indispensável para o prosseguimento das investigações ? afinal, essa luta ainda está longe de acabar. E, mais, em época de eleição é-se recomendada parcimônia para evitar a tentação do uso de dados inconclusos como se fossem resultados finais. Enfim, além dos aplausos, a Polícia Federal merece o incentivo para que vá adiante, invista mais ainda em Inteligência (em detrimento das ações cenográficas) e que não dê tréguas às muitas quadrilhas que infernizam o Brasil.

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