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Economia do conhecimento � oportunidade para Alagoas

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| Sérgio Papini Uchoa* A economia do conhecimento é uma realidade globalizada, consolidada e incontestável. Índia e China nela estão incluídas com todo pragmatismo. Alagoas deve aproveitar sua grande densidade demográfica para transformá-la em vantagem competitiva. Cérebros em rede funcionam melhor que isolados. Precisamos transformar nosso potencial de geração de conhecimento em realidade. Educação ? integrada aos interesses científicos e mercadológicos ? é a palavra chave. Universidades, escolas técnicas e profissionalizantes têm papel fundamental nessa empreitada. Aproveitar as oportunidades geradas pelas novas ciências e tecnologias de ponta que aparecem a cada dia deve ser o foco. Adaptar às potencialidades locais é questão de bom senso. Biotecnologia e produção de software parecem ser mais afinadas com nossa realidade. Seus laboratórios exigem menos investimentos iniciais que os de Nanotecnologia, Robótica ou Neurotecnologia. Nossa proximidade com Pernambuco também nos remete àquelas duas vertentes tecnológicas. O pólo digital no Recife Antigo e a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia no complexo industrial-portuário de Suape representam oportunidades de integração, complementaridade e ?benchmarking?. Cabe a nossa comunidade acadêmica copiar exemplos exitosos ou ousar, a seu critério, para tornar Alagoas definitivamente como o Estado das oportunidades na economia do conhecimento. Cabe às autoridades governamentais estaduais e municipais iniciativas para consolidar um processo dessa natureza, estabelecendo marco regulatório atraente a empreendimentos desses setores. Cabe às empresas e empreendedores ousadia para surfar nessas ondas com aclive tão consistente. O Cais Tecnológico de Jaraguá, iniciativa em andamento da Assespro-AL no APL de Tecnologia de Informação, deve ser apoiado pela Prefeitura de Maceió, pelo Estado de Alagoas e pelas comunidades acadêmica e empresarial. Consolida a revitalização do bairro ao combinar tecnologia com cultura e negócios. Se não formos ágeis para viabilizá-lo, empresas de grande porte que pretendem se instalar em Maceió poderão se direcionar para Campina Grande ou Recife, cujo pólo digital já consolidado emprega cerca de 3.000 pessoas e fatura cerca de R$ 400 milhões por ano. Não podemos perder esse bonde! (*) É presidente da Associação Comercial de Maceió e da Federalagoas.

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