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| Cônego Soares da Costa * Votar é um ato de grande responsabilidade, que define muito do futuro do nosso País. Não há desculpa, não há choro! Se há ladrões, mensaleiros, sanguessugas, omissos governando, nós os colocamos lá e lhes damos o poder: somos os responsáveis! Nesta atual eleição há alguns aspectos gravíssimos que o eleitor cristão deve considerar. Primeiro: a compra de votos, os políticos que querem um mandato para enriquecer e realizar falcatruas. Um católico, diante de Deus, não pode votar nesse pessoal. Outras questões: há dois projetos no Congresso que não podem ser aceitos por uma sociedade humana e cristãmente sadia: a legalização ou discriminação do aborto e a legalização das uniões homossexuais. Se seu candidato votar a favor de qualquer um dos dois, você é co-responsável. Um católico não pode, em consciência, sob pena de pecado gravíssimo, votar em que seja a favor dessas duas legalizações: aborto e união civil dos homossexuais. Nós, alagoanos, já temos uma bela conta para prestar a Deus. O governo Lula apresentou ao Congresso e aprovou um projeto autorizando assassinar embriões humanos para retirar deles células-tronco. Isso é aborto, é crime, é pecado que clama aos céus, é imoral. A bancada alagoana (com exceção de um único deputado federal) votou a favor ou se absteve de modo covarde. Procure saber quem votou como! A Igreja não tem candidato, mas é necessário que se diga quem vota de acordo com uma visão cristã e quem vota contra a consciência cristã. Procure saber a posição do seu candidato sobre esses temas! É você, através do seu candidato, quem irá decidir no Congresso. O Senhor lhe pedirá contas! Essas duas questões são importantíssimas: a questão do aborto coloca em jogo a vida humana e a união homossexual põe em jogo o conceito sagrado de vida familiar como instituição divina, querida pelo próprio Deus! Aqui não há preconceito, há obediência ao Senhor e coerência com a fé! As duas questões colocam em jogo a sociedade que desejamos construir. Outra questão: um católico não deve votar em sacerdotes para cargos eletivos de qualquer tipo! É ótimo que leigos conscientes participem da política partidária; é péssimo que padres se filiem a partidos ou se candidatem. Não é essa a missão do sacerdote. Um católico que ame sua Igreja deseja ver seus padres sendo padres. No passado, isso até era admissível, dada a escassez de pessoas preparadas para a vida pública. Hoje, não tem o mínimo cabimento padre metido nisso. (*) É sacerdote e professor de Teologia.

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