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Opinião

Estamos ref�ns - Editorial

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É inaceitável a continuidade desta realidade de crime desenfreado que assola Alagoas. A mídia não tem mais outra pauta: assassinatos, seqüestros, assaltos... Em menos de 24 horas, entre ontem e anteontem, duas ações de pistoleiros ensanguentaram as manchetes. Em Maceió, sob o sol a pino, um ex-presidente da Câmara de Vereadores do município baiano de Canudos foi assassinado friamente defronte a um colégio (que lição de horror!). E, no meio da noite, um grupo formado pelo prefeito da cidade alagoana de Roteiro e seus assessores foi massacrado impiedosamente. Absolutamente esta realidade pode ser considerada como produto de ?problemas localizados?. Alagoas está vivenciando uma tristíssima quadra de sua tumultuada história de insegurança pública. Os pistoleiros estão a exercer seu mister da morte encomendada sem quaisquer temores, sem nenhum respeito pelas autoridades. Matam de dia e de noite, no campo e na cidade, alvejam vítimas isoladas ou em conjunto. O que está mesmo acontecendo em nosso Estado? As falas das autoridades não convencem, até porque os fatos teimam em se repetir. O sangue continua a verter. O descalabro já passou dos limites há tempos, mas ainda há tempo de se virar o jogo contra o crime organizado. É imperiosa a unidade entre todas as forças destinadas a assegurar o cumprimento da lei e restabelecer a ordem. As distintas polícias, o Ministério Público, o Poder Judiciário devem somar seus esforços, superar as divergências, e trabalhar planos unificados de ação. Deve-se persistir na experiência do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, avaliando possíveis imperfeições e as superando, apostando nos acertos, eliminando erros - mas, sobretudo apostando na capacidade de se trabalhar em conjunto, com firmeza e sem nenhuma tolerância ao banditismo.

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