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Vis�o inovadora - Editorial

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Não basta ter condições naturais para fazer algo inovador para que a inovação aconteça. É-se necessário superar obstáculos naturais (e muitos outros artificiais) e se construir algo efetivamente novo a partir de um potencial dado. Assim é o Brasil e os combustíveis renováveis. Temos tudo para inovar e apenas engatinhamos. Vejamos o caso do álcool combustível. Desde meados da Segunda Grande Guerra, sabe-se que o álcool aqui produzido é um combustível com plenas condições de substituir a gasolina. O Brasil se encantou, há seis décadas, com o consumo do ?Usga? - nome que nada mais era além da sigla Usina Serra Grande - Alagoas. Na verdade, o combustível Usga havia sido lançado em 1927 e teve um razoável aumento de consumo mesmo antes da II Guerra Mundial, ainda nos anos 30, em função dos reflexos no Brasil da grande depressão americana. Mas, além de ajustar o mesmo álcool aos mesmos motores (adaptações ?caseiras?, para alcoolizar máquinas concebidas para consumir gasolina), o que o Brasil tem feito - de busca pelo novo, por novos motores, novas composições baseadas no álcool - de inovador neste campo? Quase nada. Há pouco, timidamente, colocaram-se no mercado os motores ?flex?. Pois, ontem, foi apresentado em Bruxelas (Bélgica) um protótipo de automóvel que registrou a espetacular marca de percorrer 2.885 quilômetros com apenas um (1) litro de etanol (a uma velocidade média de 30km/hora). Essa economia dá pra você? É o que deveríamos estar fazendo aqui. Investindo pesado em pesquisa, em tecnologia. Parados no tempo do Usga, nem avaliamos criticamente o Proálcool. E seguimos pensando pequeno, achando que é uma grande vantagem poder queimar álcool, ou gasolina, ou gás, em motores guaribados o suficiente para garantir uma suposta economia de centavos. Enquanto isso, alhures...

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