Opinião
Elei��o e seguran�a - Editorial
Enquanto a política nacional arde em altas labaredas em função da pronta ação da Polícia Federal prendendo os comerciantes de dossiês (contra os tucanos), em Alagoas, a política local, queima como fogo de monturo em função da imprecisão das apurações. Grande é a insegurança no Estado graças a falta de respostas para casos chocantes como a chacina de Roteiro e, como se não bastassem os crimes de sangue, até a sede da prefeitura de Estrela virou cinzas ? e também não há explicação à vista. Não se vislubram suspeitos quer sejam para o assassinato do prefeito e seus assessores, quer sejam para a fogueira que se transformou um prédio (e os arquivos?) de uma prefeitura. Citamos dois casos recentes, mas outros tantos estão à espera de respostas esclarecedoras (como os seqüestros seguidos de morte). Neste cenário turbulento, nebuloso, o TRE pede tropas federais e a opinião pública ainda não tem certeza dos rumos deste pedido. Outras eleições alagoanas foram marcadas pela ocorrência de tragédias anunciadas (e que poderiam ter sido evitadas). Merece ser sempre lembrados os acontecimentos de 1950, quando as tensões sobejamente conhecidas no município de Mata Grande explodiram no dia da votação e causaram mortes que enlutaram o Estado. Naquela época, há 56 anos, houve solicitação de tropas federais. Um destacamento do 20º Batalhão de Caçadores foi deslocado, porém como a liberação foi tardia ? por questão de horas ? não foi evitada uma chacina. Existem riscos de acontecer algo semelhante? Pelo sim, pelo não, melhor prevenir que remediar (até porque para morte não tem remédio). Alagoas não pode conviver mais com esse clima de insegurança ? que cresceu se espalhou nestes tempos eleitorais. Além das forças extraordinárias para estas eleições, é necessário um extraordinário esforço cotidiano para não deixar este mal prosperar.