Opinião
Modelo sugerido
| André Weinmann * A informação é um patrimônio público! Esse entendimento veio-me com o exercício profissional no serviço público executivo. Até então, entendia a informação como sendo particular. Parecia-me que integrar e unificar os bancos de dados internos a instituição seria o suficiente. Engano meu, a informação transcende a instituição. Na busca de um novo modelo cheguei ao cadastro multifinalitário brasileiro que meu irmão Mauro denominou ERP da Holding Brasil. O fundamental, neste modelo, é ter clareza de quais dados (informação, conhecimento) iremos manter (disponibilizar). Entendo como sendo três as principais bases de dados: Primeiro, o ?Mapa?, alicerce do cadastro multifinalitário. Independente de quais sejam as informações que a sociedade decida manter, elas terão que ser localizadas. Hoje falamos em geoprocessamento, em SIG ? Sistema de Informação Geográfica. Depois temos o cadastro de ?Pessoa?, da população, o principal agente da informação. O terceiro é o de ?Empresa?, que retrata a forma com que nos organizamos. O esforço para manter essas bases atualizadas deve ser rateado pela sociedade e todos se utilizarão, dentro de suas competências, da informação mais qualificada existente em nosso País. Não teríamos, por exemplo, que responder a tantas perguntas para o preenchimento das fichas cadastrais dos comerciantes, diríamos apenas nosso CPF e via sistema seriam disponibilizados nossos dados pessoais pertinentes (previamente definido). Tendo-se essa base cadastral única iniciaremos o controle das inter-relações: pessoas residem em cidades, vilarejos, fazendas, criam empresas, modificam o ambiente. Acredito que a relação que mais carece de controle (ainda) é a financeira. Penso na criação de uma conta-corrente única. Todas as movimentações financeiras seriam automaticamente registradas e necessitariam ser casadas. Pergunto: de que conta sairia, por exemplo, o dinheiro depositado nas contas dos sanguessugas? ou ainda, qual seria a contrapartida para o dinheiro arrecadado com o tráfico? O sistema detectará qualquer movimentação suspeita no momento de sua ocorrência não importando de quem é a conta. Mas essa é apenas uma sugestão. O que necessitamos entender é que dada a abrangência do projeto o novo modelo só terá validade (respaldo, sustentabilidade) se for desenvolvido pela sociedade. Volto a dizer: recursos humanos, tecnológicos e financeiros o Brasil possui. O que nos falta é vontade! (*) É analista de Sistemas de Informação ([email protected]).