Opinião
Turismo e seguran�a - Editorial
Estará certo quem afirmar serem os grandes centros de atração turística ? como Rio de Janeiro e São Paulo ? as áreas mais perigosas para os visitantes. Mas estará enganado quem achar que esse fato pode dispensar locais como Alagoas da obrigação de oferecer toda a segurança a seus turistas. Um único assalto (contra dezenas praticados, num único dia, em uma metrópole) pode comprometer seriamente destinos paradisíacos como nossas incomparáveis praias. Quando os turistas saem de metrópoles como São Paulo, buscam tranqüilidade (paz, segurança) em locais como Alagoas. Belas praias, inseguras, não servem como atrativo. Segurança pública é uma questão vital para destinos turísticos como Alagoas. Ontem, aqui falávamos da importância da valorização da cultura como elemento de alto interesse turístico, hoje voltamos ao tema do que é indispensável ao desenvolvimento desse potencial alagoano: sem segurança, os nichos turísticos alagoanos não prosperarão. O que não pode se repetir são situações como as refletidas na primeira página de ontem, quando duas manchetes indicavam problemas ao Norte e ao Sul, como assaltos na Praia do Francês e balsas sem condições de operação entre Japaratinga e Porto de Pedras. Bandidos à solta promovendo todo tipo de incidente, além de altos riscos de acidentes em transporte são ingredientes capazes de fazer fracassar todo esforço desenvolvido para captar turistas para nosso Estado. É igualmente indispensável lembrar que a segurança que protege o turista é a segurança que protege a comunidade local. Quando se combate o crime organizado, de forma eficiente, nas áreas de fluxo turístico está ? ao mesmo tempo ? cumprindo-se a obrigação de se garantir a segurança da população local. Aí todos ganham, aí o turismo prospera.