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Ainda o preconceito aos idosos e inativos

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| José Sebastião Bastos * Dentro do mês de setembro, dia 27, também é dedicado ao idoso, tal qual o inativo, que um e outro, continuam sendo tratados com desdém e desprezo pela administração pública. Ultimamente, tivemos o ex-ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, um dos personagens do recente dossiê gate, atual presidente do Partido dos Trabalhadores, humilhando idosos, com mais de 90 (noventa) anos para o comparecimento no respectivo Instituto, fazer o necessário cadastro. Já o inativo foi obrigado a recolher a taxa de 11% (onze por cento) dos seus proventos em favor da Previdência Social, quantia esta que o funcionário público já recolhia durante a sua plena atividade profissional. Menosprezar a experiência dos mais velhos é um erro tolo e primário. Tal método está entre os defeitos sociais ainda existentes na sociedade brasileira, principalmente no Norte e Nordeste, de origem e formação patriarcal, situam-se os preconceitos, dentre os quais aqueles que se referem à questão da faixa etária dos brasileiros em geral. Evidente que é um preconceito tão nocivo, quanto odioso, afetando tanto os homens como as mulheres. O aposentado, que foi servidor público de ontem com seus 35 anos de serviço, passou a ser hoje, o inativo, quer dizer, ?fora de uso?, o ?paralisado?, o ?sem atividade?, ou melhor, o ?relegado?, talvez por força de sua idade. Há um falso argumento de que a idade avançada diminui de potencial por força regressiva dos neurônios. Contrapondo-se a esse argumento, aí estão os exemplos de alta capacidade intelectual em famosas mentalidades no passado, não tanto longínquo, tais como, Bertrand Russel, gênio inglês, que falecendo aos 99 anos, publicou seus notáveis e disputados livros, principalmente na 3ª ou melhor idade, de cabeleira prateada, e cabeleira nevada. Mister se faça citar a grande figura de Victor Hugo, considerada uma das maiores celebrações da França, conhecido mundialmente como famoso romancista, ensaísta, poeta, dramaturgo e político. Lembremos Adenauer, que soergueu a Alemanha combalida e destroçada em 1945; Churchill e Roosevelt, salvando o mundo quando da última guerra, O Papa João Paulo II que dirigiu com brilhantismo impecável o mundo católico. No Brasil, há exemplos de Rui Barbosa, Machado de Assis, Duque de Caxias, Afonso Pena, Getúlio Vargas e estadistas outros que marcaram suas passagens administrativas no nosso país. Esta aí uma amostra que julgar os homens idosos de inúteis não tem consistência ante a evidência dos fatos, à luz da história, que não falseia a verdade. (*) É procurador de Estado aposentado.

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