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Opinião

As elei��es

| Eduardo Bomfim * As eleições para os cargos majoritários, em Alagoas, adquiriram forte caráter regional. O eleitor dos mais diversos matizes ou preferências ideológicas, em sua maioria, demonstram as urnas, adotou o chamado voto útil em Teotonio Vilela

Por | Edição do dia 06/10/2006 - Matéria atualizada em 06/10/2006 às 00h00

| Eduardo Bomfim * As eleições para os cargos majoritários, em Alagoas, adquiriram forte caráter regional. O eleitor dos mais diversos matizes ou preferências ideológicas, em sua maioria, demonstram as urnas, adotou o chamado voto útil em Teotonio Vilela contra o seu principal oponente. Ao senado da República, em uma circunstância que beira o fenômeno, dado o curto período de campanha, os alagoanos resolveram reconduzir Fernando Collor à vida pública. Como inexistem denúncias ou suspeitas de fraudes, nos dois pleitos, essa foi a vontade do povo alagoano. Portanto, Vox Populi, Vox Dei. Em relação ao combate pela presidência do País, a situação é mais complexa. Porque os caminhos dos eleitores, seguramente, não serão os mesmos. A polarização será mais definida, bem mais nítida. As circunstâncias regionais desaparecerão. Os eleitores irão buscar distintos caminhos. A campanha possui outras características. Os discursos fortemente ideologizados. As forças nacionais de conteúdo ofensivamente conservadoras encontram-se alinhadas, marchando ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, sob a incontestável batuta e orientação ideológica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E cujo traço principal, na atualidade, vem sendo o de mentor de um raivoso udenismo, adaptado aos tempos atuais. Na essência, o seu propósito é maior que a tentativa de derrotar Lula. Deseja encurralar e esmagar as esquerdas. Essas esquerdas, atualmente dispersas, sabem, em tese, que devem distinguir os campos da batalha. Não existe a menor dúvida de que os poderosos contingentes do grande capital financeiro monopolista, aliados a determinados segmentos hegemônicos da mídia nacional, não vão tolerar a reeleição do presidente da República. Será uma batalha dura, onde, certamente todas as munições, intrigas, agressões, serão utilizadas contra as esquerdas, nacionalistas, segmentos desenvolvimentistas. Impõe-se, portanto a superação das divergências e a unidade das forças democráticas, progressistas. Aumentar a imensa votação obtida no primeiro turno. Conquistar, mais uma vez, a vitória. Desta vez, definitiva. A luta será renhida e não há lugar para hesitação. O aspecto regional será substituído pelo dramático enfrentamento nacional. Esse é o espírito democrático. Não há espaço para hesitações. Essa, creio, é a postura dos autênticos combatentes políticos. (*) É advogado.

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