Opinião
Luz, c�mera, a��o... - Editorial
Tema de capa do Caderno B da Gazeta de Alagoas, ontem, o cinema de arte merece mais comentários, notamente pelo elogiável incentivo conferido pelo Sesi-AL. Chamado de Sétima Arte, o cinema tem uma força especial, tem sua magia, sua personalidade. Tem seu papel, como todas as formas de arte, na educação de um povo. E algumas opções de produções cinematográficas precisam de uma força adicional para se viabilizar ? por não serem produtos de fácil mercado. Nada contra a chamada ?indústria cultural?. A maior máquina de fazer filmes, Hollyhood, continua a (também) lançar belos filmes, com muita arte e elogiáveis conteúdos culturais. A questão é que o mundo da produção cultural não pode, nem deve, ficar restrita ao nicho de consumo comercial, onde apenas os títulos capazes de amealhar gigantescas bilheterias têm direito de continuar em cartaz. Aí entram os Cines de Arte. Aqui, e em qualquer lugar do mundo, para se viabilizar um nicho de consumo específico é necessário algo mais. No caso do cinema ? algo caro e com fortes concorrentes, como os modernos DVDs e os já populares home theaters ? sem um aporte extra, nenhum projeto se mantém. Para que se manter um projeto desse tipo? A resposta é simples: sem isso, o público não tem assesso amplo a obras culturais como as que estão sendo exibidas em Maceió desde ontem. Trazidos pelo Sesi para a ?telona? do (antigo) Cine Pajuçara, documentários como Vlado - 30 anos depois, História brasileira da infâmia, Cadê Calabar, e muitos outros, oferecem aos interessados um painel muito diversificado e extremamente rico em termos de conteúdos e linguagens. Dados os parabéns aos promotores, resta agora cobrar parcerias com cineclubes privados e os setores governamentais da cultura para que se invista na ampliação do público.