Opinião
Sacudindo a poeira e dando a volta por cima
| Gina Grangeiro * Há algum tempo, venho querendo escrever sobre o Conselho Profissional de Relações Públicas, o que, finalmente, decidi fazer por acreditar ser este o momento certo. Pois, passadas as emoções, possivelmente escreverei com maior equilíbrio sobre o que tanto quero partilhar. É que acredito que, do mesmo modo que inúmeros movimentos e acontecimentos nos desanimam, também inúmeros movimentos e acontecimentos renovam nossa crença e esperança na construção de um mundo melhor. E, como tenho presenciado um movimento de muito pioneirismo, garra, luta, em parceria com trabalho e crença no futuro, penso que seu registro e divulgação sejam importantes, para que possamos saber que é fundamental acreditarmos em nossos planos e projetos, e assim, preenchermos-nos de energia, para trabalhar e alcançar nossas metas. É deste modo que vem atuando o Conselho de R.P. Nossa Profissão é uma atividade bastante jovem, surgida nos E.U.A. em 1916, reconhecida no Brasil em 1969, chegando a Alagoas em 1979 com a implantação do Curso da Relações Públicas na Ufal. Se nossa profissão é jovem, podemos dizer que muito mais jovem ainda é o nosso Conselho Regional, CONRERP 9ª. Que, antes subordinado a Pernambuco, há seis anos obteve sede própria no Estado de Alagoas, integrando também o Estado de Sergipe. Desde sua implantação a batalha tem sido árdua, muito trabalho a fazer, poucos recursos financeiros e humanos, ainda assim, aos trancos e barrancos, nossos antecessores seguiram em frente. Sofreram todas as dificuldades comuns aos desbravadores, era isto ou nada. Até que, no ano passado, tivemos um sério colapso. Nos reunimos, e após longos questionamentos, decidimos lutar por nossa sede, obtivemos êxito, ela continua sendo nossa, estabelecida aqui, em Alagoas. Arregaçamos as mangas, e, agora, enfrentamos as alegrias, incertezas, preocupações, sucessos, decepções, enfim conseqüências da nossa ousadia e determinação. Tudo isto vem contribuindo, sobremaneira, para a elevação da auto-estima dos profissionais da área que, hoje, sentem-se mais fortalecidos para levantar a nossa bandeira, lutar em causa própria. É imensamente gratificante vermos esse acontecimento. Diante deste evento, me pergunto: é cedo ou tarde para cantar vitória? É bonito demais ver arestas serem aparadas, a busca incessante de consenso, e a competição para ver quem consegue dar mais, o melhor de si, onde o ganho individual promove o coletivo e vice-versa. Sabemos que a luta continua. E lutando assim me pergunto novamente: apenas isso não seria suficiente para nos fazer vencedores? (*) É membro do Conselho Regional de Relações Públicas.