Opinião
Direito ao alimento - Editorial
O Conselho Estadual de Direitos Humanos programou um debate sobre o direito das pessoas à alimentação para esta segunda-feira, com representantes de várias entidades da sociedade civil organizada. O evento foi marcado justamente para o Dia Mundial da Alimentação que, além de lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 1945, não poderia passar em branco no País. Até porque a maioria da sua população, incluindo autoridades, produtores, empresários, trabalhadores, profissionais da área de nutrição e consumidores precisam ser suficientemente informadas e conscientizadas em relação a esse setor. Principalmente em relação à Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, um dos possíveis temas das discussões. Pelas estimativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), entre os anos de 1990 e 2004 cerca de 270 milhões de pessoas morreram no mundo por causa da fome. Em apenas 14 anos, o número de vítimas da pobreza foi ?quatro vezes maior que o de vítimas das duas guerras mundiais. E como sabemos, o Brasil continua entre os países com maiores contingentes de miseráveis. E cada dia mais sem meios de adquirir algum alimento. Até mesmo nas mais importantes áreas apropriadas para a produção de gêneros de primeira necessidade. Ainda há tempo de os governos federal, estaduais e municipais, os demais poderes constituídos, de ajudarem o País a atingir a primeira das oito Metas do Milênio: a diminuição da fome e da miséria em pelo menos a metade até 2015. Que não será impossível, desde que todos se empenhem como devem nas lutas cujas vitórias dependem do somatório de esforços. Notadamente quando se trata das necessidades mais que urgentes de milhões de seres humanos de todas as idades.