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Opinião

Al�m da boa id�ia - Editorial

Destacamos o lançamento do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), por iniciativa do governo federal, para mapear os tipos mais comuns dessas ocorrências e, com isso, permitir a elaboração de políticas públicas de prevenção e combate, entr

Por | Edição do dia 18/10/2006 - Matéria atualizada em 18/10/2006 às 00h00

Destacamos o lançamento do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), por iniciativa do governo federal, para mapear os tipos mais comuns dessas ocorrências e, com isso, permitir a elaboração de políticas públicas de prevenção e combate, entre as melhores notícias da semana em curso para o futuro do País. Como, de acordo com o que declarou o diretor-executivo da ONG Conectas Direitos Humanos e professor da Escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Oscar Vilhena Vieira, em recente debate promovido pela Folha de S. Paulo, “o Brasil é profundamente violento, especialmente com jovens, negros e moradores das periferias”, quanto mais medidas forem implementadas contra os indicadores negativos em áreas como da saúde e da segurança pública, melhor. Dados divulgados há poucos dias, de um estudo sobre a violência contra crianças elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, mostram o perfil das vítimas da violência muito além da faixa etária. E eles indicam que em cada grupo de dez jovens de 15 a 18 anos assassinados no Brasil, sete são negros. É antiga e cada vez mais crescente a necessidade de maiores quantidades de informações devidamente atualizadas acerca das mortes por causas externas (acidente e violência) que não só concorrem para o aumento dos óbitos e de vítimas com seqüelas irreversíveis, e danos financeiros, que influem nas condições de vida da população e refletem de várias formas na economia do País, dos estados e municípios. Além de contribuírem para o bom êxito de ações preventivas e de combate, os números mais próximos dos resultados dos fatos são fundamentais na elaboração dos orçamentos de setores essenciais como as que acabamos de citar e cujas metas jamais serão atingidas com recursos limitados e só com boas idéias. Faltam ações efetivas e estruturantes.

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