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Opinião

Por falar em pobreza - Editorial

Justamente na semana de comemorações alusivas ao Dia Mundial da Alimentação, transcorrido na segunda-feira, divulgamos a informação de que a Organização das Nações Unidas (ONU) estuda a possibilidade de instalar, em Alagoas, um escritório para apoiar o co

Por | Edição do dia 19/10/2006 - Matéria atualizada em 19/10/2006 às 00h00

Justamente na semana de comemorações alusivas ao Dia Mundial da Alimentação, transcorrido na segunda-feira, divulgamos a informação de que a Organização das Nações Unidas (ONU) estuda a possibilidade de instalar, em Alagoas, um escritório para apoiar o combate à pobreza e montar projetos de financiamento para áreas sociais. Publicamos a matéria sobre este assunto na edição de ontem, baseada em declarações do vice-presidente brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com sede em Brasília, Lucien Munox. Passamos a viver a expectativa de que esta seja mais uma oportuna idéia logo realizada. Até porque o seu anúncio acontece em meio à repercussão do lançamento, um dia antes, de um programa para a erradicação da fome na América Latina e no Caribe até 2025. E apesar de ser este o continente com a maior estação de produtos agrícolas do mundo, há mais de 50 milhões de pessoas em situação de subnutrição crônica, como disse o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Tubino. A fome e a insegurança alimentar permanecem entre os principais problemas em todo o mundo. E especialmente no Brasil, a julgar pelo que O Globo publicou ontem: “Segundo estudo recém-concluído, enquanto no conjunto do País a parcela da população que vive na indigência baixou de 14,5%, em 1995, para 10,8%, em 2005, nas metrópoles ela cresceu de 7,2% para 7,9%. No caso da pobreza, subiu de 21,9% para 23,6%.” Soluções surgirão da soma de esforços das instituições públicas em parceria com setores privados e das entidades da sociedade civil organizada. Com o fim dos abusos com os recursos públicos, do desperdício de alimentos, dos altos índices de desemprego, do analfabetismo e com o devido incentivo para os pequenos e médios produtores do meio rural.

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