Opinião
Pacote dos idosos - Editorial
O governo acaba de lançar mais um pacote, desta vez endereçado para o segmento da população com mais de 60 anos de idade. Na relação das novas resoluções destaca-se a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, com a distribuição de cadernetas de saúde, já a partir de novembro, e garantias de atendimentos humanizados com direito à internação domiciliar patrocinados com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao mesmo tempo, é anunciada mais uma regulamentação do Capítulo 10 do Estatuto do Idoso (Lei nº. 10.741/2003), que trata do serviço de transportes e da gratuidade nas viagens para as pessoas nessa faixa etária em ônibus interestaduais, trens e barcos, etc. O País inteiro já deve estar torcendo para que estas novas iniciativas não resultem em novas decepções e descontentamentos. Principalmente a mais urgente e abrangente, a que diz respeito às ações de saúde, pois além dos idosos, de acordo com o governo, terão prioridade no atendimento domiciliar (realizado por equipes formadas por médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem) os portadores de doenças crônico-degenerativas agudizadas, as pessoas que necessitam de cuidados paliativos e aquelas com incapacidade funcional provisória ou permanente. O próprio presidente Lula sugeriu que o ministério ?crie instrumentos de fiscalização para que uma benfeitoria não se transforme numa coisa a ser aproveitada por alguns maus gestores que existem neste País?. A Nação inteira, e especialmente quem depende exclusivamente dos serviços da rede pública de saúde, dispõe de vários meios para isso, como os conselhos de saúde, as casas legislativas e os órgãos do Ministério Público. Que cada um dos cidadãos fique mais atento e exigente em defesa de cerca de 14,5 milhões de pessoas que formam a população de idosos no País.